Enquanto a Fórmula 1 continua a monitorizar a situação no Médio Oriente, o Mundial de Resistência tornou-se o primeiro grande campeonato internacional a alterar o seu calendário em resposta à escalada do conflito na região.
Esta terça-feira, o Mundial de Resistência anunciou o adiamento para uma data a definir da prova de abertura do campeonato no Qatar, originalmente agendada para 28 de março.
A decisão surge na sequência dos recentes ataques militares na região e poderá ser a primeira de várias alterações no panorama do desporto motorizado internacional.
“A segurança e o bem-estar da nossa comunidade serão sempre a principal prioridade da FIA, e agradeço ao nosso clube membro, a Federação de Automobilismo e Motociclismo do Qatar, ao Circuito Internacional de Lusail, à ACO e aos nossos colegas do campeonato pela abordagem ponderada e colaborativa que levou a esta decisão”, afirmou Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA.
“Como evento de abertura do Campeonato Mundial de Resistência da FIA, os 1812 km do Qatar ocupam um lugar especial para muitos fãs, pilotos e equipas, e trabalharemos em estreita colaboração com todos os envolvidos para remarcar a corrida para o final da temporada de 2026.”
“A FIA continua a monitorizar os acontecimentos em toda a região e os nossos pensamentos permanecem com todos os afetados por estes acontecimentos recentes, enquanto esperamos pela calma, segurança e o regresso à estabilidade.”
A prova do Mundial de Resistência em Lusail acontecia duas semanas antes do Grande Prémio do Bahrain de Fórmula 1.
No passado fim de semana, a Pirelli viu-se obrigada a cancelar a sessão de testes agendada para o Circuito Internacional do Bahrain.
Apesar dos constrangimentos logísticos, que obrigaram pilotos e equipas a rever planos de viagem rumo a Melbourne, a realização do Grande Prémio da Austrália não estará em risco.
“As nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, e não no Médio Oriente – estas corridas só se realizam daqui a algumas semanas”, disse durante o fim de semana um porta-voz da Fórmula 1.
“Como sempre, estamos a acompanhar de perto qualquer situação como esta e a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades competentes.”


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