A Federação Internacional do Automóvel, em conjunto com a Fórmula 1, as equipas e os fabricantes de unidades motrizes, aprovou um conjunto de alterações aos regulamentos técnicos para 2026, incluindo a redução do ‘super clipping‘ nas sessões de qualificação.
Esta segunda-feira, o órgão governativo do desporto anunciou uma série de medidas baseadas no feedback dos pilotos e na análise da telemetria recolhida ao longo dos três primeiros Grandes Prémios da temporada.
As alterações centram-se na melhoria da performance dos monolugares em qualificação, no reforço da consistência na distribuição de energia em corrida, bem como na introdução de mecanismos adicionais de segurança nas partidas.
Qualificação
- Ajustes aos parâmetros de gestão de energia, incluindo uma redução da recarga máxima permitida de 8MJ para 7MJ, com o objetivo de reduzir a recuperação excessiva de energia. Esta alteração visa uma duração máxima de superclip reduzida para aproximadamente 2-4 segundos por volta.
- A potência máxima do superclip foi aumentada para 350 kW, anteriormente 250 kW, reduzindo ainda mais o tempo despendido na recarga e diminuindo a carga de trabalho do piloto na gestão de energia. Esta medida será também aplicada em condições de corrida.
- O número de eventos em que poderão ser aplicados limites de energia alternativos mais baixos foi aumentado de 8 para 12 corridas, permitindo uma maior adaptação às características dos circuitos.
Corrida
- A potência máxima disponível através do Boost em condições de corrida passa a estar limitada a +150 kW (ou ao nível de potência atual do carro no momento da ativação, se superior), restringindo diferenças súbitas de performance.
- A utilização do MGU-K mantém-se nos 350 kW em zonas-chave de aceleração (da saída de curva até ao ponto de travagem, incluindo zonas de ultrapassagem), mas será limitada a 250 kW noutras partes da volta.
- Estas medidas destinam-se a reduzir diferenças excessivas de velocidade relativa, mantendo ao mesmo tempo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de performance.
Partidas
- Foi desenvolvido um novo sistema de “deteção de baixa potência na partida”, capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a libertação da embraiagem.
- Nesses casos, será automaticamente acionada a utilização do MGU-K para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar riscos associados à partida, sem introduzir qualquer vantagem desportiva.
- Está também a ser introduzido um sistema de aviso visual associado, com ativação de luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos carros afetados, para alertar os pilotos que seguem atrás.
- Foi igualmente implementado um reinício do contador de energia no início da volta de formação, de forma a corrigir uma inconsistência previamente identificada no sistema.
Condições de chuva
- As temperaturas das mantas térmicas para pneus intermédios foram aumentadas, na sequência do feedback dos pilotos, com o objetivo de melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em piso molhado.
- A utilização máxima do ERS será reduzida, limitando o binário e melhorando o controlo do carro em condições de baixa aderência.
- Os sistemas de luz traseira foram simplificados, com sinais visuais mais claros e consistentes, de forma a melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos pilotos que seguem atrás em condições adversas.

![[FOTOS] Doriane Pin estreou-se ao volante de um carro de Fórmula 1 em Silverstone](https://www.f1pt.pt/wp-content/uploads/2026/04/20260417_Silverstone_FilmingDay_Doriane_07-360x180.jpg)




