As alterações regulamentares anunciadas recentemente para 2027 continuam sem reunir consenso entre os fabricantes de unidades motrizes, uma situação que leva Max Verstappen a admitir que “não é viável” continuar por mais um ano com os atuais regulamentos.
Depois do Grande Prémio de Miami, a FIA revelou a intenção de reduzir o peso da componente elétrica nas unidades motrizes a partir de 2027, alterando a atual divisão de potência para uma distribuição aproximada de 60/40 a favor do motor de combustão interna.
No início do fim de semana do Grande Prémio do Canadá, Verstappen mostrou-se satisfeito com as alterações, sugerindo que as mesmas seriam suficientes para que decidisse permanecer no desporto.
No entanto, ao longo dos últimos dias tornou-se claro que as mudanças ainda não convenceram todos os fabricantes: Red Bull e Mercedes estarão favoráveis à introdução das alterações já em 2027, enquanto os restantes terão defendido um adiamento para 2028.
Entre os argumentos apresentados pelos fabricantes que ainda não apoiam a proposta estarão razões financeiras e a possível eliminação do ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities).
Segundo os regulamentos atuais, o ADUO permitiria que fabricantes em desvantagem pudessem investir mais recursos no desenvolvimento das suas unidades motrizes – uma vantagem que a Ferrari não estará disposta a abdicar.
Confrontado com todas as questões políticas que podem impedir a introdução de alterações regulamentares em 2027, Verstappen afirmou: “Se isto continuar assim, o próximo ano vai ser longo, e eu não quero isso.”






