Bernie Ecclestone esclareceu que a arma que transportava à chegada a Portugal se destinava a uma competição de tiro ao prato e que foi interrogado pelas autoridades, mas não detido. A situação está agora a ser regularizada pela sua esposa.
Esta segunda-feira, a imprensa nacional avançou que Ecclestone tinha sido detido por posse de uma arma ilegal à chegada ao Aeródromo de Tires, em Cascais.
O magnata de 95 anos veio entretanto esclarecer a situação, revelando que foi apenas interrogado pelas autoridades e que lhe foi solicitado que entregasse a arma.
Ecclestone revelou ter sido interrogado por cerca de quatro agentes da autoridade durante aproximadamente uma hora.
“Eu ia participar em Portugal numa competição de tiro ao prato, da qual só tive conhecimento há alguns dias, porque a Fabiana [a sua mulher] conheceu alguém quando estava a regressar do Brasil para Portugal”, explicou Ecclestone. “Essa pessoa disse-lhe que ia participar numa competição de tiro ao prato.”
“Por isso, ela ligou-me e disse: ‘Há aqui uma coisa que devias ir ver. Porque não apareces e participas?’ E eu respondi: ‘Bem, não seria má ideia’.”
“Como já tenho armas na Suíça, que foram devidamente importadas, porque praticamos um pouco de tiro ao prato por lá, trouxe a arma comigo.”
“Passei pela alfândega e as pessoas conhecem-me muito bem. Perguntaram: ‘Tem alguma coisa a declarar?’ E eu respondi: ‘Não, nada de especial, apenas as coisas pessoais habituais’.”
“Por isso, saí e, quando estava a sair, uma das pessoas que estava comigo disse-me: ‘A polícia pediu para falar consigo’.”
“Fui falar com a polícia e perguntei: ‘O que posso fazer por vocês?’ E eles disseram: ‘Gostaríamos de obter algumas informações sobre esta arma que trouxe consigo’.”
“Nem sequer abri a mala. Disse: ‘Bem, é uma espingarda e este é o motivo.’ E perguntaram-me onde estava o livro azul da arma.”
“E eu respondi: ‘Não sei, nunca ouvi falar de um livro azul em toda a minha vida’.”
“Eles disseram: ‘Sim, bem, qualquer pessoa que tenha estas armas deve ter sempre o livro consigo. É como um passaporte. Já agora, também quero ver o seu passaporte’, que levaram consigo.”
“Disse-lhes: ‘Comprei a arma em Inglaterra e levei-a para a Suíça através de todos os canais normais.’ E eles perguntaram: ‘Onde está o livro azul?’.”
“E eu respondi: ‘Acabei de vos dizer, não sei o que é o livro azul’.”
“Havia cerca de quatro polícias e disseram-me: ‘O que fez foi tentar importar uma arma para o país.’ Eu respondi: ‘Não tentei fazer isso. Passei pela alfândega e aqui estou eu convosco.’ E eles disseram algo como: ‘É uma arma e precisamos de todos os dados relativos à mesma. Posso ver o seu passaporte? E precisamos do livro azul da arma’.”
“E todo este disparate continuou. Voltámos à alfândega, e a polícia tinha apresentado uma queixa junto dos funcionários aduaneiros. O funcionário disse: ‘Tem de entregar a arma aqui em Lisboa e depois vamos analisá-la. Quer importá-la? Nesse caso, terá de pagar os direitos aduaneiros e solicitar uma importação temporária, e trataremos da situação dessa forma.’ Por isso, respondi: ‘Bem, então é melhor fazermos isso’.”
Em resposta às notícias de que teria sido detido, Ecclestone respondeu: “Não. A polícia foi muito prestável e fez tudo o que podia para evitar que tivéssemos de fazer aquilo que tivemos de fazer.”
Numa outra entrevista ao Daily Mail, Ecclestone acrescentou: “Parece que a situação pode ser regularizada. A Fabi foi a Lisboa para entregar a arma, ou pagar o imposto ou o que quer que seja necessário para a trazer para o país, ou simplesmente entregá-la no final. Eu disse que também iria, mas acabou por não acontecer, e estou em casa à espera que esta situação fique finalmente resolvida.”






