Ayao Komatsu revelou que Rafael Câmara foi claramente o mais rápido no teste da Haas em Portimão, rodando abaixo do tempo da pole position do GP de Portugal de 2021. O diretor de equipa garantiu que a rapidez foi decisiva na escolha do brasileiro para 2027, afastando a influência do apoio financeiro.
Depois de avaliar vários candidatos numa sessão de testes em Portimão, a Haas anunciou esta quinta-feira que Rafael Câmara foi o escolhido para integrar a equipa em 2027.
Além de Câmara, também Leonardo Fornaroli, Ryo Hirakawa e Jack Doohan foram avaliados ao volante do VF-25 de 2025.
Komatsu explicou que nem o apoio financeiro nem o facto de Câmara integrar a academia da Ferrari tiveram influência na decisão.
“Todos os pilotos que avaliámos tinham apoio financeiro. Mas, felizmente, como a diferença de velocidade era evidente, esse fator não teve qualquer influência na decisão.”
“Sempre deixei claro que escolheríamos o piloto mais rápido. Se a velocidade e o talento dos pilotos fossem equivalentes, aí sim, um fator secundário entraria em jogo. Mas, felizmente para mim e para a equipa, ficou claro que o Rafa era o mais rápido. Contratámo-lo exclusivamente com base nisso.”
Segundo Komatsu, Câmara destacou-se pela rapidez e consistência durante a sessão em Portimão.
“Estava a travar muito tarde. Pensei: ‘Não há hipótese de conseguir fazer a curva'”, recordou Komatsu, numa entrevista ao The Athletic. “Era possível ver isso no gráfico de velocidade, nos dados de telemetria do carro. Mas, de repente, acerta no vértice da curva e consegue sair dela. Foi sensacional.”
Nas duas primeiras saídas para a pista, Câmara melhorou sete décimos, passando de 1:19.2s para 1:18.5s, um registo próximo do tempo da pole position do Grande Prémio de Portugal de 2021 (1:18.348s).
Com a temperatura da pista a subir e o vento a intensificar-se, Komatsu não esperava que o brasileiro conseguisse melhorar tanto na tentativa seguinte.
“Como a segunda saída, em 1:18.5s, tinha sido tão boa, pensei que talvez conseguisse melhorar um décimo ou meio décimo, ou que talvez fosse mais lento por tentar forçar demasiado.”
“Sabem quanto tempo conseguiu ganhar? Quatro décimos e meio.”
“Era evidente que o Rafa era o mais rápido.”
“O aspeto positivo de todos estes processos de seleção de pilotos foi o facto de todos os envolvidos terem feito um trabalho muito bom. Rafa, Leo Fornaroli, Ryo Hirakawa e Jack Doohan. Acredito que todos conseguiram extrair o máximo de si próprios e que melhoraram sempre que entraram no carro.”
“Nenhum destes pilotos apresentou desculpas, nem afirmou que tinha mais dois décimos de segundo por encontrar. Foi um verdadeiro prazer trabalhar com eles. Mas, no fim de contas, o Rafa foi o mais rápido.”





