Nicholas Latifi afirma que merece estar na Fórmula 1 apesar do significativo pacote financeiro que introduziu na Williams e admite ter o objetivo de superar um “muito rápido” George Russell após o período de adaptação nas primeiras corridas.
Latifi, vice-campeão da Fórmula 2 em 2019, realizará a sua estreia na Fórmula 1 com a Williams quando a ação regressar à pista.
O percurso do canadiano no desporto motorizado não é propriamente comum, já que começou a competir apenas aos 13 anos e esteve ao volante de carros como um Ford Mustang ou um Porsche 911 GT3 Cup antes de ingressar nos monolugares – tendo passado os últimos quatro anos na Fórmula 2.
“A realidade do desporto motorizado é que é um desporto caro”, disse Latifi. “Para competir é preciso financiamento, seja por apoio da família, patrocinadores pessoais ou patrocinadores corporativos, mas o dinheiro vem sempre de algum lado.”
“Em termos de entrar na Fórmula 1, há alguns anos eles implementaram os pontos da superlicença como uma espécie de barreira para não permitir que qualquer um pudesse entrar. Obviamente, pelos meus resultados nos últimos anos, diria que mais do que excedi esses pontos. Sinto que ganhei o meu lugar e mereço estar aqui.”
O bom desempenho de Latifi na temporada de 2019 da Fórmula 2 pode ser explicado, em parte, pelo seu papel de piloto de testes da Williams, já que teve oportunidade de experimentar o FW42 de Robert Kubica e Russell por diversas ocasiões.
“Era um carro complicado de conduzir”, admitiu o piloto que já tinha testado com a Renault e a Force India. “Muito, muito complicado.”
“Mas conduzir coisas difíceis faz de ti um piloto melhor. Tenho muito respeito pelo George e pelo Robert, porque era um carro difícil de conduzir sempre que estive em pista – e eles utilizaram-no ao longo de todo o ano!”
Embora esteja ciente de que precisará de algumas corridas para se adaptar à realidade da Fórmula 1, Latifi não esconde o objetivo de desafiar Russell, que será agora o piloto mais experiente da equipa.
“Penso que é difícil estabelecer objetivos em termos de posição, porque ainda não sabemos onde vamos estar como equipa”, acrescentou. “Penso que uma das coisas que me satisfará é saber que existe uma tendência ascendente no meu desempenho em pista e no carro.”
“Na Fórmula 1, és sempre comparado ao teu colega de equipa. Eu tenho um colega de equipa muito rápido. Ele é um piloto muito bem cotado, teve uma temporada incrível no ano passado e estou ansioso por enfrentá-lo.”
“Eu sei que ele é considerado um dos mais fortes, portanto ele terá a vantagem nas primeiras corridas. Mas quero definitivamente bater o meu colega de equipa. Queres sempre, independentemente de quem ele for.”
“Acompanhar o ritmo dele o mais rápido possível e pressioná-lo, esse tem definitivamente que ser o objetivo. Em última análise, acho que o meu sucesso dependerá de como me sairei contra ele.”






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