Lance Stroll revelou ter aproveitado a pausa no calendário durante o mês de abril para testar monolugares de Fórmula 3 e rever corridas de outras eras da Fórmula 1, experiência que reforçou a sua convicção de que o desporto está “muito longe de onde devia estar”.
O piloto canadiano voltou a mostrar-se desiludido com os novos regulamentos da Fórmula 1, mas espera que as alterações introduzidas em Miami sejam um passo na direção certa.
“Espero que seja melhor”, disse Stroll. “Toda esta gestão parcial do acelerador e tudo isso está a destruir as corridas e as voltas de qualificação. Espero que seja um pouco mais natural de conduzir e que nem tenhamos de pensar tanto na gestão, no lift and coast, na quantidade de acelerador que usamos e em todas essas coisas.”
“Mas penso que ainda estamos longe de verdadeiros carros de Fórmula 1, de poder andar sempre a fundo sem pensar em baterias e tudo isso. Estamos muito longe de onde devíamos estar.”
“Tivemos algum tempo de pausa. Estive a ver corridas antigas. Até vi o Grande Prémio Histórico do Mónaco na televisão e ouvi alguns Ferrari do início dos anos 2000 e o som era incrível, além de serem carros mais pequenos e ágeis. Vi algumas câmaras onboard do início e até de meados dos anos 2000, nas eras V8 e V10.”
“E depois comparas com o que é hoje. Ouves como é agora e o caráter dos carros, e o quão mais intenso e emocionante parecia naquela altura em comparação com agora. É triste, mas espero que estejamos a caminhar novamente nessa direção.”
Para além de ter competido na ronda de abertura do GT World Challenge Europe com um Aston Martin Vantage GT3, Stroll realizou sessões de testes aos comandos de carros de Fórmula 3.
“A Fórmula 1 já não é assim tão divertida de conduzir”, acrescentou. “Durante a pausa, conduzi outros carros. Testei alguns Fórmula 3, e é mil vezes mais divertido e melhor de conduzir, porque com o pé direito dás o que queres e recebes o que queres.”
“Até o peso do carro – 550 a 650 quilos – é muito mais agradável do que 750 a mais de 800 quilos. São coisas assim que tornam os carros divertidos de conduzir. E depois há o som. Toda a gente que ouve um carro da era V8 ou V10 diz: ‘Uau, isto é incrível, isto é Fórmula 1.’”
“E agora ouves, com a redução de potência à entrada das curvas, as reduções de caixa… entras numa curva sem caráter, sem som.”






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