Max Verstappen referiu que a Red Bull não esperava ser considerada a equipa com a melhor unidade motriz do pelotão e está a tentar compreender o que levou a essa avaliação.
No passado domingo, a Federação Internacional do Automóvel comunicou aos fabricantes os resultados da sua análise às unidades motrizes ao abrigo do mecanismo ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), identificando quais os construtores elegíveis para introduzir evoluções adicionais.
Segundo a avaliação da FIA, centrada exclusivamente no desempenho do motor de combustão interna, a unidade motriz da Red Bull-Ford é atualmente a referência da Fórmula 1, permitindo a fabricantes como Mercedes, Ferrari, Audi e Honda desenvolver atualizações para reduzir a diferença.
Esta quinta-feira, Verstappen revelou que a notícia foi recebida com surpresa no campo da Red Bull.
“Acho que todos ficámos um pouco surpreendidos com isso dentro da equipa”, disse Verstappen antes do Grande Prémio de Barcelona-Catalunha.
“Acho que podemos estar orgulhosos do trabalho que fizemos, mas nunca sentimos que éramos, digamos, a referência. Foi por isso que ficámos surpreendidos e é também por isso que estamos a falar com a FIA para perceber o que aconteceu.”
“Estamos em contacto próximo com a FIA para compreender por que razão, ou de que forma, chegámos a essa conclusão.”
Verstappen sublinhou, no entanto, o”impressionante” trabalho desenvolvido pela Red Bull Powertrains.
“Claro que ainda temos algumas questões de fiabilidade, mas, no geral, é muito bom fazer parte deste projeto e ver a determinação das pessoas e aquilo que querem alcançar”, acrescentou. “Nunca estão satisfeitas.”
“Eu também nunca estou satisfeito, mas eles também não estão, e ficam igualmente desiludidos quando as coisas não correm bem. Por isso, sim, estamos orgulhosos, mas também um pouco confusos por sermos agora apresentados como os melhores, porque não sentimos que seja essa a realidade.”
George Russell mostrou-se menos surpreendido com as conclusões da FIA, recordando que o sistema ADUO avalia apenas a componente de combustão das unidades motrizes.
“Não fiquei surpreendido, porque isto foi algo acordado entre os fabricantes. O ADUO baseia-se apenas na componente de combustão da unidade motriz”, afirmou o piloto da Mercedes.
“Já nos testes de Barcelona sabíamos que a Red Bull parecia ter um motor de combustão muito forte.”
“As prestações que temos mostrado recentemente enquanto equipa demonstram simplesmente quão forte é o nosso chassis. Tem-se falado muito do nosso motor… o motor é muito bom, mas o chassis é incrível.”






