Jean-Philippe Imparato, diretor executivo da Alfa Romeo, referiu que o futuro da marca italiana no desporto motorizado passa pela entrada no Mundial de Resistência e não pelo regresso à Fórmula 1.
O acordo entre a Alfa Romeo e a equipa de Fórmula 1 da Sauber terminou no final da temporada de 2023.
A marca do grupo Stellantis ainda iniciou conversações com a Haas na tentativa de se manter na Fórmula 1, mas garante agora ter abandonado em definitivo o desporto.
Questionado sobre a razão pela qual o acordo com a Haas não se concretizou, Imperato respondeu: “Não estávamos interessados em fazer uma operação copy/paste do estilo que fizemos com a Sauber.”
“Isso faria com que nos tornássemos uma daquelas empresas que coloca autocolantes nos carros. Já não seria novo e não faríamos parte de uma história.”
“Começamos a olhar para outras coisas e rapidamente chegamos a uma conclusão. A Alfa Romeo não tem nada a ver com o mundo dos ralis e o grupo Stellantis já tem duas marcas envolvidas na Fórmula E, portanto o foco mudou para o Mundial de Resistência, um mundo em que a Alfa Romeo viveu experiências maravilhosas no passado.”
“O Mundial de Resistência está a passar por um momento de elevado interesse, e quando há muita euforia torna-se difícil perceber que nível de investimento é necessário para apontar aos objetivos mais altos.”
“Vimos em 2015, com os LMP1, que a descontrolada subida dos custos acaba por se repercutir, portanto vamos demorar algum tempo para perceber como tudo isto irá acontecer.”
“Acredito que o correto é ter uma imagem clara e saber precisamente o que vais enfrentar antes de lançar um projeto.”
Imperato afirmou que a Alfa Romeo não se arrepende de ter ingressado na Fórmula 1
“Diria que foi o melhor investimento na história”, acrescentou. “Podemos dizer que em termos de retorno, recebemos 20 euros por cada euro que gastámos.”
“Ao mesmo tempo, estamos um pouco tristes porque vamos abandonar uma equipa que abraçou a nossa marca durante seis anos, e com a qual tivemos uma relação extraordinária.”






