Felipe Drugovich considera que as sessões de treinos livres não são um bom palco para os jovens pilotos mostrarem o seu talento.
Com o intuito de proporcionar mais tempo em pista aos jovens pilotos, a Federação Internacional do Automóvel anunciou recentemente que cada equipa estará obrigada a reservar quatro sessões de treinos livres para os rookies a partir de 2025.
Drugovich, que substituiu Fernando Alonso aos comandos do carro do carro da Aston Martin na sessão de abertura no México, afirma que os treinos livres não permitem aferir o potencial dos jovens pilotos.
“Não acho que a abordagem de dar treinos livres seja a certa”, disse Drugovich. “Acho que deveriam dar um fim de semana inteiro e pronto.”
“Porque o que eles não entendem é que um piloto precisa de desenvolver alguma coisa. Quando há uma sessão de treinos livres com um rookie, a maior parte das equipas vai colocar sensores e tentar fazer alguns testes.”
“E depois temos quatro voltas e vamos atacar como loucos. E podem acontecer coisas más. Nunca vês o verdadeiro piloto aí.”
“Os jovens pilotos têm muito mais potencial do que vocês vêem. Portanto, prefiro algo gradual do que apenas quatro sessões por ano.”
“Existe uma solução fácil para isso: no MotoGP, eles têm wildcards. É claro que não podemos colocar um terceiro carro como no MotoGP, onde colocam una terceira moto. Mas a maioria dos pilotos já diz que 24 corridas é demasiado. Portanto, porque não abdicar de um fim de semana inteiro? Dessa forma, poderíamos ver o desempenho real do rookie em comparação com os outros pilotos da grelha. Comparar rookies com rookies também não seria justo.”






