A Pirelli confirmou estar em conversações com a Fórmula 1 e a FIA sobre a possibilidade de transformar o Grande Prémio do Qatar numa corrida com duas paragens obrigatórias por razões de segurança.
Com o objetivo de evitar uma repetição dos problemas registados no ano passado, o fabricante italiano de pneus está a ponderar impor um limite máximo de voltas por cada conjunto de pneus utilizado.
Embora o número exato de voltas permitido por stint ainda não esteja definido, a medida significaria que todos os pilotos seriam obrigados a realizar pelo menos duas paragens nas boxes.
Em 2024, a Pirelli aconselhou as equipas a não completarem mais de 24 voltas com o mesmo conjunto de pneus. Ainda assim, algumas formações optaram por ultrapassar o limite recomendado por razões estratégicas, o que acabou por provocar furos nos carros de Carlos Sainz e Lewis Hamilton.
“Quando o piso se torna demasiado fino, o pneu deixa de estar protegido. Uma pedra ou uma pequena lasca é suficiente para rasgar a camada de borracha”, Mario Isola, diretor da Pirelli Motorsport.
Esta não seria a primeira vez que a duração dos stints estaria limitada por regulamento no Qatar. Em 2023, foi estabelecido um máximo de 18 voltas por conjunto, após a Pirelli ter identificado potenciais danos estruturais causados pela passagem sobre os corretores do circuito de Lusail.
“Tínhamos a experiência dos anos anteriores”, recordou Simone Berra, responsável técnico da Pirelli.
“Há dois anos, era uma questão de corretores. No ano passado, foi uma questão de alta taxa de desgaste — sobretudo desgaste volumétrico — que acabou por causar danos na carcaça.”
“Estamos a ter em conta todos esses fatores. A estrutura do pneu não mudou significativamente este ano em termos de resistência, por isso queremos evitar uma repetição da situação de 2024, quando as equipas conseguiram prolongar os stints porque não havia grande perda de desempenho, mesmo com o piso já muito gasto.”






