Laurent Rossi, diretor executivo da Alpine, não excluiu Jack Doohan da lista de candidatos ao lugar de Fernando Alonso, mas afirmou que a prioridade da formação de Enstone passa por encontrar um piloto mais experiente.
A equipa francesa continua à procura de um novo colega de equipa para Esteban Ocon e intensificará esse processo através de um teste privado com o A521 de 2021 no Hungaroring.
Nessa sessão, para além de Doohan, piloto da academia da equipa, deverão estar presentes Colton Herta, que tem sido apontado à AlphaTauri, e Nyck de Vries, substituto de Alex Albon na Williams no Grande Prémio do passado fim de semana.
Acredita-se que Pierre Gasly é a escolha preferencial da Alpine para a vaga de Alonso, mas a AlphaTauri só libertará o francês caso consiga contratar Herta – razão pela qual o norte-americano acumulará mais experiência aos comandos de um carro de Fórmula 1 no teste de Budapeste.
“Precisamos de encontrar um piloto que seja capaz de somar muitos pontos de imediato”, disse Rossi. “Isto leva-nos basicamente a um piloto mais sénior, mas que ao mesmo tempo seja capaz de crescer connosco. Portanto, esses são os nossos critérios.”
“O Otmar [Szafnauer] está a liderar o processo: ver todos os pilotos, discutir com eles, avaliar opções e potencialmente avaliá-los em testes. Por isso, acho que o processo vai demorar um pouco. Queremos tomar a decisão certa e não há pressa.”
Quando lhe perguntaram se Doohan, vice-campeão da Fórmula 3 em 2021 e atual quarto classificado na Fórmula 2, tinha hipóteses de ser promovido a um lugar na Alpine, Rossi respondeu: “Sim, absolutamente.”
“O Jack tem certamente um sentido de oportunidade muito bom, porque está a conseguir enormes prestações neste momento. Para ser honesto, já sabíamos que ele era muito rápido, mas ele ganhou em maturidade. Ele tem mostrado isso dentro e fora de pista. As conversas que temos são bastante impressionantes. Penso que algo clicou. Ele deu um passo, o que é muito bom.” .
No entanto, Rossi acredita que ingressar numa equipa de menor dimensão seria, nesta altura, o passo mais benéfico para a carreira do australiano.
“Independentemente do seu valor, continuamos a acreditar que o melhor caminho para um jovem piloto é ir para uma equipa onde tens um pouco menos de pressão”, acrescentou. “Prefiro que ele danifique a sua primeira asa noutro lugar e que encontre os seus limites num carro novo, porque o passo é grande da Fórmula 2 para a Fórmula 1.”
“É o que todos os outros fazem. É por isso que o George [Russell], apesar do seu incrível talento, e o Charles [Leclerc] precisam basicamente de aperfeiçoar as suas capacidades num carro que é muito mais rápido do que um Fórmula 2 durante um ano ou dois. Esse é o plano para o Jack.”
“Isso não quer dizer que não o estejamos a considerar, porque ele está numa forma impressionante. Mas, mais uma vez, continuamos a ter em mente o critério principal, que é estar pronto para somar pontos imediatamente e ajudar-nos a crescer através do desenvolvimento do carro.”






