Os pilotos da Williams pediram desculpa pelo “mau espetáculo” proporcionado pela estratégia de abrandar o pelotão no Mónaco, com Carlos Sainz a referir que a regra das duas paragens obrigatórias não surtiu o efeito desejado.
Sainz e Alex Albon trabalharam em equipa com o intuito de maximizar as chances da Williams na corrida monegasca, que voltou a proporcionar poucas oportunidades de ultrapassagem.
O espanhol e o tailandês tiveram, em momentos diferentes da corrida, a missão de imprimir um ritmo propositadamente lento para que o outro se mantivesse nos lugares pontuáveis.
No final, Albon terminou em nono e Sainz em décimo, naquela que foi a primeira vez desde 2005 que a Williams viu os seus dois carros pontuarem no Mónaco.
“É definitivamente algo que não gosto de fazer e algo que não gosto de ver”, disse Sainz. “Infelizmente, o Lawson foi o primeiro a fazê-lo connosco, o que não esperávamos. Isso colocou-nos no modo de pânico e a única solução que nos ocorreu foi fazer o mesmo com o resto do pelotão.”
“Estou um pouco desiludido com toda a corrida e com todo o fim de semana. Mostra que a mudança de duas paragens não é nada no Mónaco e as pessoas continuam a fazer o que fizemos hoje. As pessoas vão continuar a manipular o resultado final com a condução.”
Ou arranjamos uma solução para que não seja possível manipular o ritmo da corrida como fizemos hoje, ou será sempre assim. Não sei quanto à frente, mas no meio do pelotão o tiro saiu pela culatra. Fico contente por toda a gente experimentar coisas. Tentámos, mas para mim não funcionou.”
“Não é a forma como gosto de correr ou como sonho correr no Mónaco.”
Albon acrescentou: “Sei que demos um mau espetáculo para todos e sei que irritámos alguns pilotos atrás de nós. Trata-se apenas tirar partido da pista e do tamanho dos carros. As duas paragens obrigaram-nos a fazê-lo duas vezes, em vez de uma.”
“Peço desculpa a todos os que assistiram, porque não foi muito bom. Não o queríamos fazer e não planeávamos fazê-lo.”






