Lance Stroll fez um balanço alarmante da pré-temporada da Aston Martin até agora, referindo que a equipa precisa de encontrar quatro segundos de desempenho.
A formação de Silverstone chegou tarde ao shakedown de Barcelona, entrando em pista apenas na derradeira hora do penúltimo dia, e apontava o teste do Bahrain como uma oportunidade crucial para acelerar o processo de aprendizagem do AMR26, o primeiro monolugar concebido sob a liderança técnica de Adrian Newey.
Depois de uma anomalia na unidade motriz da Honda ter limitado a rodagem de Stroll no primeiro dia, Fernando Alonso conseguiu cumprir um programa mais representativo na quinta-feira, totalizando 98 voltas.
Ainda assim, após as expectativas criadas pelo conceito visualmente arrojado do AMR26, o clima na Aston Martin parece ser agora de alguma apreensão, com Stroll a mostrar preocupações quanto ao desempenho do carro.
“Não sei… neste momento, parece que estamos a cerca de quatro segundos da equipa de referência, talvez quatro segundos e meio”, afirmou Stroll quando questionado sobre a possibilidade de a Aston Martin recuperar até à primeira corrida.
“É impossível saber que cargas de combustível ou programas cada um está a utilizar, mas, seja como for, precisamos de encontrar cerca de quatro segundos de performance.”
Questionado sobre se esse défice poderia ser recuperado através de um programa de testes normal nos próximos dias, Stroll acrescentou: “Não acho que essa performance caia do céu. É preciso melhorar e encontrar rendimento no carro e no motor – são as coisas habituais na Fórmula 1.”
“Quando estás atrás da concorrência, tens de pensar em formas de extrair mais do pacote que tens e, ao mesmo tempo, continuar a evoluir. Ninguém fica parado neste desporto: todos procuram performance de todas as formas, todos os fins de semana.”
“Estamos onde estamos. Queremos lutar por vitórias? Sim. Estamos a lutar por vitórias neste momento? Não parece. Isso significa que não podemos lutar por vitórias no futuro? Não. Acredito que podemos.”
“Não tenho uma bola de cristal. Neste momento, não parece nada de extraordinário.”
“Isso pode mudar nas próximas semanas? Pode melhorar bastante? Claro. Vai melhorar de forma garantida? Não sei.”
“Não tenho respostas para essas perguntas. Tudo o que posso dizer é que estamos a dar o máximo. Estamos focados em trazer performance para o carro e para o motor a cada segundo, todos os dias, e o tempo dirá quão competitivos seremos na primeira corrida e ao longo de toda a temporada.”






