Toto Wolff explicou que todos os pilotos com motores Mercedes sofreram um problema de utilização de energia à saída da primeira curva em Spa. Em relação a George Russell, o diretor de equipa da Mercedes considera que os problemas de velocidade em linha reta explicam cerca de metade do défice do britânico para Andrea Kimi Antonelli durante o fim de semana.
Russell revelou que a falta de energia na bateria o levou a perder diversas posições na reta até à Curva 5, deixando-o vulnerável e acabando por motivar a colisão com Lewis Hamilton que o atirou para fora da corrida.
“Todos os motores Mercedes tiveram falta de energia à saída da Curva 1, por isso não foi apenas o George”, disse Wolff.
“Afetou-o mais do que ao Kimi, mas o Kimi também teve esse problema até certo ponto. Isso fez com que ele não chegasse ao final da reta na terceira posição, mas sim na quinta. Perdeu duas posições e depois aconteceu o acidente com o Lewis.”
“É frustrante. Perdemos pontos com ele, perdemos pontos no campeonato de construtores e parece que todos os fins de semana temos um carro que não termina a corrida.”
Wolff revelou que o défice de Russell em relação ao seu colega de equipa em Spa-Francorchamps terá sido provocado por uma combinação entre uma configuração da unidade motriz e determinados aspetos da sua condução.
“Havia claramente algo relacionado com o motor que identificámos e que fez com que ele tivesse menos energia disponível para utilizar até à Curva 18”, explicou Wolff.
“É positivo termos detetado isso aqui, porque em Budapeste, onde a gestão de energia não é tão crítica, teria sido mais difícil identificar o problema.”
“Isso não melhora a situação para ele, e provavelmente explica metade da diferença, ou até um pouco mais, que tinha para o Kimi.”
Wolff referiu ainda que o problema fez com que a distribuição de energia ao longo da volta fosse desequilibrada.
“O efeito foi que ele tinha mais energia disponível no início da volta e menos energia disponível no final da volta”, acrescentou.
“Em termos de otimização, era uma desvantagem. E acreditamos que essa desvantagem rondava os dois a dois décimos e meio em modo de qualificação, sendo bastante menor em simulações de corrida.”






