Stefano Domenicali, diretor executivo da Fórmula 1, acredita que o campeonato beneficiaria com a redução do número de treinos livres, sugerindo mesmo a realização de apenas uma sessão não-competitiva por fim de semana.
O italiano revelou esta quarta-feira que pretende introduzir um formato que destaque o aspeto competitivo da Fórmula 1 e coloque menos ênfase nas sessões normalmente utilizadas por pilotos e equipas para recolha de dados.
Atualmente, os Grandes Prémios da Fórmula 1 são compostos por três sessões de treinos livres de 60 minutos – duas no caso dos eventos sprint.
“Penso que para os fãs é muito importante que todos os dias haja algo por que lutar em pista”, disse Domenicali. “Os treinos livres são muito interessantes para os engenheiros e para os pilotos. Mas no final de contas, no desporto, precisas de lutar por algo.”
“Por isso, serei muito agressivo para termos um treino livre na manhã de sexta-feira e depois, sempre que entrarmos em pista, algo a ser atribuído.”
“Se houver alguma ação a acontecer, as pessoas estão sempre conectadas para entender o que está a acontecer. Portanto, esta será a minha contribuição para a discussão sobre o futuro. Sempre que estivermos em pista – respeitando a corrida de domingo, que terá sempre de ser a parte mais importante – deve haver algo por que lutar em termos de pontos, em termos de prémios. Essa é a minha opinião.”
Depois de ter estreado o formato sprint em três eventos da temporada de 2021 e repetido a experiência em 2022, a Fórmula 1 prepara-se para adotar essa solução em seis Grandes Prémios no próximo ano.
Seguindo um caminho semelhante com o intuito de aumentar o espetáculo em pista, o MotoGP anunciou no passado fim de semana que todas as rondas do seu calendário de 2023 terão uma corrida mais curta ao sábado.
“Eu diria que é bom que o MotoGP também esteja a tentar implementar uma proposta diferente para o fim de semana”, acrescentou Domenicali. “Como sempre, quando mudas alguma coisa, tens pessoas que são a favor e pessoas que não são a favor. Isso faz parte da discussão normal.”
“Há razões pelas quais estamos a trabalhar para ter seis corridas sprint no próximo ano. Estamos a trabalhar em conjunto com a FIA para finalizar os detalhes.”
“Estamos também preparados para trabalhar em detalhes no sentido de mudar algo no formato sprint. Mas no final do dia, se as pessoas que estão a acompanhar os Grandes Prémios ou as corridas de MotoGP estiverem felizes, se os promotores estiverem felizes e se a imprensa estiver feliz, diria que deve ser fácil encontrar uma solução.”
“O que queremos discutir na próxima Comissão da Fórmula 1 é perceber se há algo que podemos melhorar ou corrigir no formato sprint. Na sequência do que eu disse, gostaria que todas as sessões, talvez à exceção da primeira, premiassem algo. Isto é algo que estou muito interessado em discutir com os pilotos, com as equipas e, claro, com a FIA, porque acho que vai adicionar a intensidade que todos querem ver em pista.”






