Fernando Alonso diz que a qualificação do Grande Prémio da Austrália mostrou o “enorme potencial” do carro de 2026 da Aston Martin.
O construtor de Silverstone continua a enfrentar significativos problemas de fiabilidade no arranque da sua parceria técnica com a Honda: Depois de um problema na unidade motriz ter impedido Alonso de entrar em pista no primeiro treino livre, Lance Stroll não participou nas sessões deste sábado em Melbourne.
Após ter garantido o 16º lugar na qualificação em solo australiano, Alonso destacou os aspetos positivos do fim de semana, nomeadamente o facto de a equipa ter reduzido para metade a diferença face à dianteira do pelotão.
“Provavelmente ontem todos apostaríamos que não conseguiríamos sair do Q1 e estivemos perto de o conseguir”, disse Alonso. “Penso que é definitivamente um progresso desde ontem.”
“E, mesmo que a unidade motriz seja a mesma de ontem, ganhámos cerca de dois segundos hoje, simplesmente por estarmos em pista e por irmos otimizando algumas coisas no chassis.”
“Por isso, há certamente um enorme potencial no carro. Precisamos apenas de mais voltas e de mais consistência. Neste momento parece tudo muito frágil.”
“Todo o inverno foi um pouco com essa sensação de que há muito mais por vir, especialmente do lado do chassis.”
“Sentimo-nos mais ou menos confortáveis nas curvas e achamos que poderíamos estar facilmente no top 10, mas durante o inverno não conseguimos juntar voltas. Aqui, graças a uma segunda e terceira sessões mais normais, encontrámos dois segundos com relativa facilidade apenas por termos rodado. É uma questão de continuar a completar voltas e mantermo-nos unidos.”
Alonso admitiu, no entanto, que a equipa poderá ser forçada a abandonar a corrida em Melbourne para assegurar a participação no Grande Prémio da China da próxima semana.
“Estamos com falta de peças, não há segredo nisso”, acrescentou.
“A China é já na próxima semana, por isso esperamos conseguir fazer o maior número de voltas possível e, idealmente, completar quase toda a corrida.”
“Mas ao primeiro sinal de que algo pode estar potencialmente errado, não podemos correr o risco de continuar a rodar até provocar um grande dano e comprometer a próxima semana. Teremos de ser muito flexíveis.”
“Somos uma equipa e não podemos separar as duas coisas. Não é segredo que o principal problema é a unidade motriz. Estamos em desvantagem em termos de potência e fiabilidade. Não conseguimos fazer muitas voltas durante o inverno e agora temos poucas baterias em stock, por isso não podemos rodar muito ou ficamos sem peças.”
“Precisamos de resolver os problemas da unidade motriz e a Aston Martin está a tentar ajudar o mais possível em conjunto com a Honda.”






