Lando Norris juntou-se aos críticos da nova geração de carros da Fórmula 1, afirmando que a divisão 50-50 entre potência elétrica e de combustão “simplesmente não funciona”.
O campeão em título, que durante a pré-temporada parecia relativizar as queixas de outros pilotos sobre os novos monolugares, reconheceu agora que as mudanças regulamentares tornaram a condução menos intuitiva e muito menos agradável para os pilotos.
A primeira sessão de qualificação da temporada mostrou uma mudança de paradigma no que à condução diz respeito, com os pilotos a serem obrigados a adotar técnicas pouco convencionais para recuperar carga nas baterias, o que os impede de atacar as curvas da mesma forma que em anos anteriores.
Quando lhe sugeriram que as imagens onboard dos carros entre as curvas 6 e 9 parecem “bastante deprimentes”, Norris respondeu: “Sim, são.”
“O problema é que tens de olhar para o volante a cada três segundos para ver o que vai acontecer, caso contrário acabas fora de pista.”
“Passámos dos melhores carros alguma vez feitos na Fórmula 1 – e dos mais agradáveis de conduzir – para provavelmente os piores.”
“É frustrante, mas tens de aceitar e simplesmente maximizar aquilo que te dão. É claramente diferente. Não é como no ano passado. Não é apenas ‘atacar mais nesta curva’, porque às vezes forças mais, perdes a bateria e acabas por ser mais lento.”
“Acho que toda a gente sabe quais são os problemas. O facto de ser uma divisão 50-50 entre potência elétrica e de combustão simplesmente não funciona.”
“É simplesmente… difícil. Mas é o que temos. Como piloto, não é uma boa sensação.”






