Fernando Alonso poderá continuar a representar a Alpine depois do término da sua carreira na Fórmula 1 caso a marca desportiva do Grupo Renault opte por conceber um Hypercar para competir no Campeonato do Mundo de Resistência.
Esta sexta-feira, a Alpine revelou estar a considerar desenvolver um LMH ou LMDh para as corridas de resistência e confirmou que uma decisão será tomada até ao final do ano.
Alonso, que triunfou nas edições de 2018 e 2019 das 24 Horas de Le Mans ao serviço da Toyota, seria um forte candidato a um lugar na Alpine, admitiu o diretor executivo Laurent Rossi.
O piloto espanhol regressará este sábado ao traçado francês para participar numa demonstração com um monolugar de Fórmula 1 da Alpine antes do arranque da 89ª edição da mítica prova.
“Ele é um dos maiores embaixadores do Grupo Renault no desporto motorizado e seria natural que continuássemos para além da Fórmula 1”, disse Rossi sobre Alonso. “Mas só deus sabe quando isso acontecerá.”
“Se fizermos corridas de resistência no futuro, seria ideal tê-lo na equipa a certa altura.”
De acordo com Rossi, a marca francesa “está a procurar várias formas de dar continuidade à sua presença na resistência” a partir de 2022, ano em que o Alpine-Gibson LMP1 atualmente utilizado deverá deixar de poder competir no Campeonato do Mundo.
“Poderia ser LMH, poderia ser LMDh”, acrescentou. “Estou a olhar para a situação com um olhar muito positivo e interessado.”
“O nosso objetivo é expandir a notoriedade da marca Alpine como nova marca desportiva do Grupo Renault, e se quisermos fazer isso, não podemos simplesmente ficar na Fórmula 1.”
“É uma grande audiência, mas não é de forma alguma representativa de todos os consumidores possíveis a quem gostaríamos de fornecer os nossos automóveis no futuro. Nesse sentido, a resistência é um complemento à Fórmula 1. “






