Marcin Budkowski, diretor de equipa da Cadillac, considera que Valtteri Bottas precisa de repetir prestações como a do Grande Prémio dos Estados Unidos para reforçar as suas hipóteses de continuar na equipa em 2027.
A Cadillac anunciou esta semana a renovação do contrato de Sergio Pérez até ao final da temporada de 2029. Embora Bottas tenha vínculo com a equipa até 2027, a continuidade do finlandês não está garantida, numa altura em que a estrutura norte-americana também avalia o potencial de Colton Herta para o futuro.
Questionado pela Sky Sports sobre aquilo que Bottas precisa de fazer para assegurar o seu lugar, Budkowski afirmou: “Fez uma corrida muito boa em Austin. Foi forte na qualificação e também na corrida. É isso que precisa de fazer de forma consistente, fim de semana após fim de semana.”
“Já vimos esse desempenho nos fins de semana em que esteve em boa forma. Por vezes, teve um ritmo semelhante ao do Checo, até ligeiramente superior, esteve muito próximo dele na qualificação e também na corrida. Precisamos de ver mais vezes esse nível de desempenho.”
Quando lhe perguntaram a razão pela qual Bottas tem enfrentado dificuldades para igualar o ritmo de Pérez, Budkowski acrescentou: “É uma excelente pergunta. É precisamente essa a questão que estamos a tentar responder em conjunto com o Valtteri e a equipa de engenharia.”
“Em algumas corridas, não conseguimos identificar uma explicação nos dados. O próprio Valtteri também não encontra uma razão específica, uma vez que não existe nenhum problema significativo com o carro. Mas é um piloto experiente. Sabe aquilo que consegue extrair de um monolugar e aquilo que não consegue, e diz-nos simplesmente que não consegue encontrar mais ritmo neste carro.”
“Mas, sejamos realistas: somos uma equipa nova. Temos um carro que não é perfeito e que foi construído num período muito curto, por um grupo de pessoas que nunca tinha trabalhado em conjunto e que partiu de uma folha em branco. Temos de aceitar que não estamos a dar aos pilotos o melhor equipamento possível e que, enquanto equipa, ainda não temos a experiência e a profundidade necessárias para ter a certeza de que o equipamento que temos é perfeito.”
“Estamos a analisar a situação em conjunto, tanto do lado da equipa como do piloto. É também por isso que estamos a dedicar tempo a tentar perceber exatamente o que se está a passar.”






