A preparação da Cadillac para a sua temporada de estreia na Fórmula 1 incluirá pelo menos um teste com um carro de uma equipa adversária.
O construtor norte-americano anunciou esta semana que pretende intensificar as preparações com vista a 2026 ao realizar sessões de testes com monolugares de Fórmula 1.
No dia em que anunciou as contratações de Sergio Pérez e Valtteri Bottas, a Cadillac revelou detalhes sobre o trabalho que está a levar a cabo nos bastidores antes da sua entrada na grelha.
Embora esteja, por agora, a simular apenas a vertente operacional dos Grandes Prémios, a equipa pretende entrar em pista antes do final do ano.
Desconhece-se para já que monolugar será utilizado para esse efeito, mas a parceria de motores entre a Cadillac e a Ferrari poderá levar a que a equipa teste um carro fornecido pela Scuderia.
“Não temos um carro TPC ou um carro atual que possamos utilizar, mas já estamos a simular eventos de corrida” disse Graeme Lowdon, diretor de equipa da Cadillac.
“A próxima que vamos fazer é Monza, e simulamos como se fosse uma corrida completa, do início ao fim, com integração total de todos na equipa, desde quinta-feira até domingo.”
“Temos um plano muito claro para a nossa preparação para Melbourne no próximo ano e não envolve apenas a simulação de corridas, o que é muito, muito importante. Na última que simulámos, tivemos provavelmente 50 ou 60 engenheiros totalmente envolvidos durante todo o fim de semana, tanto no Reino Unido como nos EUA, todos a habituarem-se a trabalhar uns com os outros.”
“E temos de garantir em que, quando chegarmos a Melbourne, não estejamos numa posição em que as pessoas estejam a ouvir vozes pela primeira vez, ou a trabalhar umas com as outras pela primeira vez, ou qualquer outra coisa do género.”
“E este ano também vamos introduzir os testes com carros. Obviamente, temos de trabalhar com outros para o podermos fazer, mas isso é perfeitamente permitido pelos regulamentos.”
“Temos um plano de desenvolvimento constante para que, quando chegarmos a Melbourne, possamos começar a trabalhar a todo o vapor, e os próprios pilotos desempenham um papel muito importante nesse processo. E a única coisa que posso dizer, só de passar tempo com eles, é que há um enorme entusiasmo para começar.”






