A Federação Internacional do Automóvel revelou que o português Eduardo Freitas não voltará a desempenhar a função de diretor de corrida da Fórmula 1 em 2022.
O órgão governativo do desporto optou por abolir o sistema de rotação dos diretores de corrida na sequência dos acontecimentos do Grande Prémio do Japão.
Freitas partilhava o papel de diretor de corrida da Fórmula 1 com o alemão Niels Wittich e foi o escolhido para estar presente na prova de Suzuka, que ficou marcada pela polémica em torno da presença de um veículo de recuperação em pista com condições de pouca visibilidade.
“Para as restantes corridas da temporada de 2022 da Fórmula 1, a FIA não utilizará o sistema de rotação do papel de diretor de corrida”, lê-se no relatório emitido esta sexta-feira pela FIA.
“A partir do Grande Prémio dos Estados Unidos e nas corridas seguintes, Niels Wittich assumirá o cargo de diretor de corrida com o apoio do pessoal da direção de corrida.”
George Russell, diretor da Associação de Pilotos de Fórmula 1, afirmou esta quinta-feira que o sistema de rotação dos diretores de corrida resultava numa aplicação inconsistente dos regulamentos.
“Todos nós acreditamos que ter a rotação não é a melhor coisa para o desporto, para a consistência”, disse Russell. “Para além disso, nunca tivemos um comissário desportivo de uma corrida na corrida seguinte para falar de certas decisões. Creio que temos aqui este fim de semana o Gary Connelly, que também esteve no Japão. Isto são tudo coisas que precisamos de melhorar com a FIA.”
“Era por vezes frustrante quando estávamos a falar de um certo incidente em pista e os comissários desportivos que tomaram essa decisão não estavam presentes para dar a sua opinião sobre o assunto.”






