Como forma de reduzir os custos e limitar o desenvolvimento dos carros antes da revolução regulamentar prevista para 2022, a Fórmula 1 implementou um sistema de tokens para a temporada de 2021.
Embora os regulamentos obriguem a que um grande número de partes de 2020 esteja presente no carro de 2021, como o chassis, as equipas receberam dois tokens que puderam utilizar para tentar recuperar o downforce perdido com a simplificação do fundo plano.
Confira aqui as áreas escolhidas por cada equipa para a utilização dos dois tokens de desenvolvimento disponibilizados pela Fórmula 1.
Mercedes
Os campeões em título optaram por não divulgar detalhes em relação à forma como os tokens foram gastos no W12 E Performance de 2021. James Allison, diretor técnico da equipa, confessou mesmo que o fundo plano, uma das áreas mais afetadas pelas alterações regulamentares de 2021, foi propositadamente escondido durante o evento de lançamento do W12 de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, o que significa que só durante os testes de pré-temporada será possível vislumbrar os resultados do trabalho aerodinâmico levado a cabo pela equipa durante o inverno.
Red Bull
Depois de ter ultrapassado a Ferrari para alcançar o segundo lugar no campeonato de construtores em 2020, a equipa de Milton Keynes tentará ameaçar o domínio da Mercedes em 2021 – e talvez essa seja a razão pela qual a formação de Max Verstappen e Sergio Pérez tenha decidido seguir a direção do construtor alemão e esconder o jogo antes do primeiro Grande Prémio. No entanto, rumores apontam para a possibilidade de a equipa ter gasto os seus tokens na caixa de velocidades e na introdução de uma nova suspensão dianteira.
McLaren
Com o regresso da parceria entre a equipa britânica e a Mercedes, os dois tokens da McLaren foram inevitavelmente utilizados para acomodar a unidade motriz do construtor alemão na traseira do MCL35M.
Aston Martin
No ano em que se estreará na Fórmula 1, a equipa baseada em Silverstone, previamente conhecida como Racing Point, gastou os dois tokens na implementação de uma monocoque no AMR21 de Sebastian Vettel e Lance Stroll. O alemão e o canadiano terão à disposição um carro equipado com a suspensão traseira de 2020 da Mercedes, mas essa é uma alteração que não implica o uso de tokens.
Alpine
Embora não tenha entrado em detalhes no que à utilização dos tokens diz respeito, a marca francesa confirmou que ambos foram gastos na traseira do seu carro, justificando essa decisão com o facto de essa ser a área mais afetada pelas mudanças regulamentares.
Ferrari
Com o intuito de recuperar o downforce perdido na traseira do carro, a Scuderia tirou partido dos dois tokens para efetuar “mudanças radicais” nessa zona do SF21, mais especificamente na transmissão e na suspensão.
AlphaTauri
Depois de ter apresentado o seu carro com um nariz semelhante à especificação utilizada no AT01 de 2020, a equipa surpreendeu ao entrar em pista com um design completamente diferente no shakedown de Imola. Os dois tokens que a equipa tinha à disposição foram, por isso, gastos no nariz e na suspensão dianteira do AT02 de Pierre Gasly e Yuki Tsunoda.
Alfa Romeo
Esperando que a nova unidade motriz da Ferrari presente na traseira C41 possa tornar o carro mais competitivo face ao C39 de 2020, a equipa focou o desenvolvimento na parte frontal do monolugar e empregou os seus tokens na conceção de um novo nariz.
Haas
Confessando já estar “99% focada” em 2022, ano que ficará marcado por uma revolução regulamentar, a equipa não gastou qualquer token e não planeia desenvolver o VF-21 de Mick Schumacher e Nikita Mazepin.
Williams
Um dos tokens foi aproveitado pela equipa para desenvolver o FW43 de 2020 e o outro não foi utilizado no carro de 2021.






