Na sua primeira entrevista como diretor de equipa da Haas, Ayao Komatsu falou das características que o distinguem de Guenther Steiner e abordou os objetivos delineados por Gene Haas para 2024.
O japonês, que desempenhava a função de diretor de engenharia de pista da equipa, garante que não tentará replicar a peculiar personalidade de Steiner e promete uma liderança assente na vertente técnica.
“Obviamente, não estou a tentar ser o Guenther Steiner”, disse Komatsu. “Ele é uma pessoa muito diferente. Honestamente, tinha uma relação muito boa com ele. Respeitamo-nos um ao outro e respeitamos o papel do outro dentro e fora do trabalho. Costumávamos jantar juntos durante os fins de semana de corrida e não falávamos de trabalho.”
“Não estou aqui para substituir a personalidade do Guenther Steiner. Ele tem uma personalidade muito diferente, como sabem. Ele tem forças e fraquezas muito diferentes das minhas, portanto não estou a tentar ser outra pessoa.”
“Sei que o Gene queria algo diferente, portanto vou tentar ser a melhor versão de mim mesmo em vez de tentar ser outra pessoa.”
“Quando me foi dada esta oportunidade, deixei bem claro ao Gene: ‘Sabes quais são os meus conhecimentos, não vale a pena tentar concentrar-me na parte do marketing e tentar obter patrocínios porque não é aí que estão as minhas competências’.”
Depois do anúncio da saída de Steiner da equipa, o proprietário Gene Haas mostrou-se “embaraçado” com os resultados alcançados ao longo de 2024, afirmando não conseguir perceber a razão pela qual a sua formação não escapou ao último lugar apesar da sua estreita colaboração técnica com a Ferrari.
“Eu estava no muro das boxes em todas as corridas”, acrescentou Komatsu quando solicitado a comentar essas declarações. “É embaraçoso qualificar numa posição decente e saber que no domingo vais andar para trás por causa da limitação que temos.”
“Portanto, é embaraçoso. O Gene está completamente certo, não é para isso que estamos aqui. Portanto, estou aqui para melhorar isso.”
Quando lhe perguntaram se acredita que conseguirá implementar mudanças que tornem a equipa mais competitiva, Komatsu respondeu: “Vejo as coisas de forma um pouco diferente e, com uma abordagem diferente, acredito que podemos fazer um melhor trabalho mesmo com as limitações que temos.”
“Podemos melhorar bastante em varias áreas. Se não achasse isso, não teria aceitado este trabalho.”
Questionado sobre se Gene Haas tinha estabelecido algum objetivo para 2024, Komatsu respondeu: “Em termos de campeonato, sim.”
“Penso que gostaria de comunicar isso internamente primeiro antes de o dizer externamente.”
“O Gene quer que nós saiamos do fundo da grelha. Obviamente, viram e ouviram o quão insatisfeito o Gene estava. Quem é que vai ficar satisfeito por competir no último lugar? É embaraçoso, é mesmo.”
“Portanto, acho que é positivo que o Gene esteja insatisfeito com a nossa posição. Isso é motivador para todos nós. Significa que o Gene está comprometido e quer melhorar a equipa, portanto vamos fazê-lo juntos.”
Komatsu admite, no entanto, que a equipa não espera ser competitiva no arranque da temporada de 2024.
“O carro de 2024 é um claro passo, mas se é suficientemente bom para competir contra a concorrência desde o início? Penso que não, porque começámos muito tarde”, referiu.
“Mudámos o conceito muito tarde, e ao fazer a evolução de Austin, desviámos um pouco os nossos recursos. Estou realista em relação ao carro que vamos ter no Bahrain, mas não de uma forma negativa.”
“O fundamental é tentarmos perceber qualquer problema que esteja no carro no Bahrain e depois avançar a partir daí como equipa. Somos uma equipa pequena. Temos de permanecer unidos, caso contrário não teremos chance. Portanto, é um passo em frente. Se é suficientemente bom? Não. Mas o que fizermos a partir desse ponto mostrará se podemos melhorar como equipa ou não.”





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