Mario Andretti, campeão do mundo em 1978, admitiu ter ficado ofendido com a forma como a Fórmula 1 abordou a candidatura da Andretti Autosport e afirmou que a estrutura liderada pelo seu filho “não sabe o que mais fazer” para convencer os líderes do desporto.
Embora a Federação Internacional do Automóvel tenha dado luz verde ao projeto, os proprietários da Fórmula 1 impediram a Andretti de entrar no campeonato a curto prazo por considerarem que a formação norte-americana subestimou a dimensão do desafio que tinha pela frente.
Os proprietários do desporto mostraram-se dispostos a reavaliar a candidatura conjunta da Andretti e da General Motors, mas apenas com vista à temporada de 2028.
“Fiquei ofendido, na verdade”, disse Andretti à AP News. “Acho que não merecíamos isso, para ser honesto.”
“É um grande investimento no campeonato, seria de esperar que eles o recebessem bem. Até o valor da campeonato é mais elevado com 11 equipas do que com 10, por isso não sei. Digam-nos o que está realmente errado.”
Sobre o facto de a Fórmula 1 ter sugerido à General Motors para se aliar a outra equipa, Andretti acrescentou: “Essa foi outra declaração ofensiva.”
“Fomos nós que negociámos isso e a General Motors disse vezes sem conta ‘Andretti ou nada’. E a Fórmula 1 ainda tentou tirar-nos isso. Há aqui uma tendência que não estou a entender, honestamente. Mas se eles querem sangue, estou preparado.”
O trabalho da Andretti no projeto da Fórmula 1 não parou e a equipa inaugurou recentemente as suas novas instalações em Silverstone.
Mario Andretti referiu estar determinado em reunir-se novamente com a Formula One Management para debater os termos do projeto.
“Só tivemos uma reunião com eles. Isso é um problema. Não é suficiente. É por isso que estou expectante para a próxima reunião. Vamos sentar-nos. Houve oportunidades perdidas pelo caminho, mas vamos olhar para a frente, não para trás.”
“Continuo com esperança porque nunca deixámos de trabalhar para isto. Deixámos claro que o nosso trabalho continuou e, como podem ver, não nos ficámos pelas palavras.”
“Estamos a tentar dizer ‘Vamos fazer tudo o que nos pedirem. Vamos fazer tudo o que for preciso. Se pensarem em alguma coisa, digam-nos’. Mas eles ainda não nos disseram nada, apenas algumas desculpas como ‘Não queremos que venham, não queremos que se envergonhem’. Mas não nos queremos envergonhar, e a verdade é que a General Motors deixou claro que está entusiasmada com este projeto. Não sei o que mais podemos fazer.”
“As regras permitem 11 ou 12 equipas. Estamos a investir tudo. Não sei o que mais fazer.”






