Laurent Mekies acredita que Max Verstappen terá uma visão mais positiva do seu futuro na Fórmula 1 assim que a Red Bull conseguir colocar à sua disposição um carro mais competitivo.
Verstappen intensificou as críticas aos regulamentos de 2026 após o Grande Prémio do Japão, admitindo pela primeira vez que pondera abandonar o desporto.
O neerlandês possui um contrato com a Red Bull até 2028, mas deverá ter cláusulas que lhe permitam quebrar o acordo caso a equipa não esteja a lutar pelas posições cimeiras.
Mekies, que falou aos jornalistas em simultâneo com Verstappen – não tendo, por isso, conhecimento das declarações mais recentes do piloto – desvalorizou o cenário: “Não estamos a ter qualquer discussão sobre esses aspetos.”
“Temos muito trabalho a fazer, mas tenho a certeza de que, quando lhe dermos um carro rápido, ele será um Max muito mais feliz. E quando lhe dermos um carro com o qual se possa destacar e fazer a diferença, também será um Max mais feliz. Por isso, honestamente, é nisso que estamos 100% focados agora.”
“E quanto aos regulamentos, como sabem, trazem alguns pontos positivos e outros mais complicados. E como desporto, juntamente com as outras equipas, vamos reunir-nos durante a pausa para ver como podemos ajustá-los para melhorar as coisas.”
O diretor de equipa da Red Bull espera que a formação de Milton Keynes consiga dar um passo em frente já a partir do Grande Prémio de Miami.
“Precisamos de tempo para simular o que vemos nos dados no túnel de vento, no nosso simulador, testar diferentes sensibilidades e tudo o que podemos fazer sem correr”, acrescentou.
“Isso significa que chegaremos a Miami com tudo resolvido como num milagre? Não, mas estou confiante de que a equipa chegará ao fundo da questão e começará a implementar melhorias já em Miami. É isso que veremos, mas somente a pista e o tempo por volta nos darão uma indicação se estamos no caminho certo.”
“Não creio que devamos esperar milagres em relação à redução da diferença, porque é substancial, mas o que gostaríamos de ver é um carro em que os nossos pilotos possam voltar a forçar, medir a diferença para a concorrência nestas condições quando formos capazes de forçar, e depois o resto será puro desenvolvimento até ao final do ano.”






