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MotoGP: Yamaha retira-se do Grande Prémio do Qatar e campeonato admite penalizações

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01/11/2026
MotoGP: Yamaha retira-se do Grande Prémio do Qatar e campeonato admite penalizações
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O Grande Prémio do Qatar de MotoGP da próxima semana está envolto em polémica, com os pilotos a contestarem a manutenção da prova e a Yamaha a confirmar a sua ausência, perante a ameaça de penalizações por parte do campeonato. A Fórmula 1 também mantém a visita a Lusail, agendada para o final de novembro.

Durante o Grande Prémio da Malásia deste fim de semana, os pilotos de MotoGP reuniram-se para discutir a situação. Segundo as informações disponíveis, a esmagadora maioria manifestou oposição à deslocação ao Qatar, tendo em conta os conflitos e a incerteza que se vivem no Médio Oriente.

Este domingo, a Yamaha anunciou oficialmente que não participará no Grande Prémio do Qatar de 2026, tanto com a equipa de fábrica como com a formação satélite.

“Após a mais recente avaliação da situação no Médio Oriente, a Yamaha não identificou motivos suficientes para alterar as restrições de viagem atualmente em vigor em toda a empresa”, lê-se no comunicado.

“Por esse motivo, a Yamaha informou o Grupo MotoGP da sua decisão de não participar no Grande Prémio do Qatar de 2026.”

“Esta decisão reflete a avaliação da Yamaha com base nas informações atualmente disponíveis e é independente das medidas implementadas pelo Grupo MotoGP e pelo organizador do evento.”

“A Yamaha mantém o seu total compromisso com o MotoGP e espera regressar à competição no Grande Prémio de Portugal.”

No seu próprio comunicado, o MotoGP manifestou o seu desagrado com a decisão da Yamaha, defendendo que foram dadas garantias suficientes às equipas e aos restantes intervenientes relativamente às condições de segurança no Qatar.

O campeonato acrescentou que o construtor nipónico poderá agora enfrentar sanções por incumprimento dos seus compromissos contratuais.

“O MotoGP está desapontado com a decisão da Yamaha de não participar no Grande Prémio do Qatar.”

“Embora reconheçamos que a equipa está sujeita a uma política empresarial mais abrangente que restringe as deslocações ao Médio Oriente, não consideramos que esta decisão tenha em conta as extensas garantias dadas a todas as partes envolvidas no campeonato.”

“Após consultas com o Estado do Qatar, o Circuito Internacional de Lusail, consultores independentes de segurança e no âmbito do processo contínuo de avaliação de riscos da própria MotoGP, não recebemos qualquer informação que justifique uma alteração aos planos atuais para o evento.”

“Comunicámos esta posição, juntamente com as informações mais recentes disponíveis, a todos os fabricantes e equipas hoje e congratulamo-nos com a confirmação das restantes equipas da grelha de que irão competir no Qatar, agradecendo-lhes esse compromisso.”

“Para além das implicações contratuais da decisão da Yamaha nos acordos com a MotoGP e a IRTA, a ausência da Yamaha também terá implicações desportivas, cabendo à FIM gerir quaisquer consequências desportivas de acordo com os regulamentos do campeonato.”

Pouco antes do anúncio da Yamaha, o australiano Jack Miller, piloto da equipa satélite, revelou que os pilotos não querem deslocar-se ao Qatar.

“Eu não quero ir. Tal como todos os outros. Somos 19 e nenhum de nós quer ir para lá”, afirmou, em declarações ao The Race.

“Não acho que devêssemos competir em condições destas. Já deixámos bem clara a nossa posição. Vamos ver qual será a decisão, mas penso que, enquanto pilotos, nos unimos e fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, usando todas as armas que tínhamos. Não só em nosso nome, enquanto pilotos, mas também em nome das outras pessoas envolvidas no campeonato.”

“Compreendo que, neste momento, estejam em segurança, e gosto muito do Qatar, mas o problema está nas regiões em redor. Infelizmente, os países vizinhos estão a atravessar algumas dificuldades e existe muita incerteza. Organizar um evento mundial nestas condições… Não escondemos o facto de competirmos às 10h55. Não escondemos a nossa localização nem a hora a que estaremos nesse local.”

“Se alguém quiser fazer de nós um exemplo, que faça o que entender… Sim, como já disse, não quero ir. Na minha cabeça, continuo a não ir. Deixámos bem clara a nossa posição. Vamos esperar para ver o que acontece.”

A situação levanta questões sobre a realização do Grande Prémio do Qatar de Fórmula 1, também agendado para o Circuito Internacional de Lusail, três semanas depois.

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