Oscar Piastri diz que o extenso e ímpar programa de testes que cumprirá com a Alpine em 2022 mostra o quanto a equipa acredita no seu potencial.
O campeão em título da Fórmula 2 e vencedor da Fórmula 3 em 2020 não garantiu um lugar na grelha de 2022 da Fórmula 1 e desempenhará o papel de piloto de reserva da Alpine ao longo do ano.
Piastri, que foi condecorado com o troféu Sir Jack Brabham no regresso a solo australiano, falou sobre as suas expectativas para 2022 à imprensa local.
“Estamos a montar um grande programa de testes”, disse Piastri ao Auto Action. “Vão ser muitos dias, tendo em conta que são testes de Fórmula 1, e não será particularmente barato.”
“Portanto, vou estar a pilotar. Provavelmente não pilotarei em corrida, mas quero preparar-me para a Fórmula 1. Do meu ponto de vista, não há muita relevância em fazer corridas fora da Fórmula 1.”
“Penso que é muito mais valioso estar a fazer dias de teste num carro de Fórmula 1 do que estar a correr noutra categoria e a tentar aprender algo novo.”
O australiano, que chegou a ser associado a um lugar na Alfa Romeo, acredita que essa “poderia não ter sido a jogada certa”, salientando a importância de se manter “leal” à Alpine.
“Embora tivesse sido espantoso se eu estivesse na Fórmula 1 este ano, realisticamente, não tenho a certeza se teria sido a jogada certa”, acrescentou. “Nunca tive qualquer conversa com a Alfa. Não sei se a minha equipa de gestão o fez, mas creio que não.”
“Havia obviamente muitos outros candidatos a esse lugar, mas também queria permanecer leal à Alpine. Eles têm sido ótimos para mim nos últimos dois anos e colocaram-me como piloto de reserva este ano.”
“Não temos visto muitos jovens pilotos de reserva nos últimos dias anos, e certamente não muitos jovens pilotos de reserva que são os únicos a desempenhar esse papel. Portanto, acho que isso diz muito sobre o compromisso que a Alpine tem para comigo.”
“Também a elaboração deste programa de testes… É bastante substancial. Penso que é um programa que já não se via há muito tempo para um jovem piloto, o que também é fantástico. Por isso, para mim, fazia sentido ficar com a Alpine, mesmo que isso significasse um ano de fora.”






