“Acho que é um passo em frente e gosto sempre de dar uma oportunidade às coisas”, disse Russell. “Estamos apenas há quatro dias num regulamento que vai durar três anos e o progresso que todos vão fazer nestes primeiros meses será enorme.”
“Os carros são muito mais agradáveis de conduzir. Só pilotei a geração mais pequena de carros de Fórmula 1 duas vezes e fiquei impressionado com a diferença – o carro parece muito mais ágil por ser mais leve e mais compacto. Isso é muito positivo.”
“Os motores são muito complexos e, honestamente, provavelmente estão a causar mais dores de cabeça aos engenheiros do que aos pilotos. No entanto, Barcelona e Bahrain são, possivelmente, dois dos circuitos mais fáceis para a unidade motriz. Por isso, não quero tirar conclusões demasiado cedo antes de chegarmos a pistas como Melbourne ou Jeddah, onde será muito mais exigente para o motor e para a gestão de energia.”
“O principal desafio que enfrentamos é utilizar mudanças muito baixas nas curvas. Aqui no Bahrain, normalmente a primeira curva é feita em terceira. Agora temos de usar primeira para manter o regime do motor muito elevado e o turbo em rotação. Por vezes, parece quase que estamos a puxar o travão de mão quando reduzimos tantas mudanças.”
“Esse é provavelmente o aspeto mais irritante e menos intuitivo. De resto, não nos podemos queixar da potência que temos com os 350 kW completos. E acredito que vai evoluir bastante nos próximos meses, por isso temos de dar tempo ao regulamento.”
Russell referiu ainda que “não se pode agradar a todos” e lembrou a importância da introdução dos novos regulamentos para o desporto.
“Como em tudo na vida, não se consegue agradar a todos”, acrescentou. “Há muito em jogo. Quando estes regulamentos foram definidos, houve um grande impulso da União Europeia em torno dos veículos elétricos, e isso foi um fator importante para marcas como a Audi entrarem na Fórmula 1. Isso também tem de ser considerado.”
“E penso que ninguém pode negar que a Fórmula 1 está num momento fantástico atualmente. Claro que queremos os melhores carros, os mais rápidos e as melhores corridas. Mas não sei como é possível agradar a toda a gente.”
“Como o Lando disse, somos privilegiados por estar nesta posição. E, sinceramente, eu só quero ganhar. Talvez para um piloto que venceu bastante nos últimos tempos seja mais importante ter o melhor carro e o mais divertido de conduzir. Por isso, sim, talvez ele [Verstappen] possa ir para o Nordschleife.”