Otmar Szafnauer confirmou que a sua saída da Alpine está relacionada com o facto de os líderes da equipa terem em mente “um prazo mais curto” para o sucesso.
Szafnauer, diretor de equipa da Alpine desde o início da temporada de 2022, e Alan Permane, membro da formação de Enstone há 34 anos, abandonarão a estrutura após o Grande Prémio da Bélgica.
Em Budapeste, na sequência da despromoção do diretor executivo Laurent Rossi, Szafnauer tinha-se mostrado convicto de que a Alpine lhe daria o tempo necessário para levar a equipa ao topo da Fórmula 1.
Questionado sobre o que tinha mudado desde então, Szafnauer respondeu: “Bem, tivemos um duplo abandono na Hungria. Não foi ideal, mas…”
“De qualquer forma, o que realmente mudou é que eu tinha um calendário em mente para mudar a equipa e torná-la melhor.”
“Esse prazo, pensei que era realista, porque sei o que é preciso. Já o fiz antes. Penso que alguns dos líderes da Renault tinham um prazo mais curto em mente.”
Quando lhe perguntaram se o prazo idealizado pelos líderes da Alpine representava um objetivo impossível de atingir, Szafnauer acrescentou: “Penso que sim.”
“Sempre disse que a Mercedes demorou cinco anos depois de comprar uma equipa vencedora. A Red Bull demorou cinco anos depois de comprar a Jaguar, que era uma equipa bastante sólida. É preciso tempo.”
“Se não consegues conciliar isso, se eu penso uma coisa e eles outra, é melhor separarmo-nos.”
Szafnauer mostrou-se disposto a abraçar outro projeto na Fórmula 1 após o período em que estará forçosamente afastado do desporto.
“No que diz respeito às equipas de Fórmula 1, serei um agente livre a partir do final de Julho de 2024”, revelou. “Isso é o que eu sei.”
“Continuo a achar que tenho boas capacidades para construir uma equipa que possa ter um bom desempenho. Sei como o fazer, só preciso que me dêem a latitude e o tempo para o fazer. Se alguém precisar dessas competências, eu fico por cá.”






