Yuki Tsunoda diz estar desapontado com a decisão da Red Bull, mas orgulhoso da sua evolução ao longo da temporada. O piloto japonês mostra-se determinado em regressar à Fórmula 1 no futuro, descartando ingressar noutra categoria do desporto motorizado.
Tsunoda será substituído por Isack Hadjar na Red Bull em 2026 e e cumprirá o papel de piloto de reserva da equipa ao longo do próximo ano.
Questionado sobre quando soube que não continuaria na Red Bull, Tsunoda respondeu: “Fiquei a saber depois da corrida no Qatar. Obviamente, fiquei desapontado. É difícil.”
“Ao mesmo tempo, ainda não reconheço nem sinto totalmente que não vou correr no próximo ano. Surpreendentemente, estava razoavelmente bem na manhã seguinte. Estava a pensar em Abu Dhabi.”
“Não é o ideal. O que tenho de fazer aqui é exatamente o mesmo que estava a tentar fazer no Qatar. É ser o mais competitivo possível e, idealmente, ajudar o Max e terminar o mais alto possível para mim e para a equipa.”
Quando lhe perguntaram se tinha algum arrependimento em relação à sua temporada, Tsunoda acrescentou: “O acidente em Imola é certamente algo que, quando olho para trás, ainda me deixa muito frustrado, porque foi totalmente desnecessário e fez-me dar um passo atrás em termos de peças.”
“Mas, ao mesmo tempo, se olharmos para toda a temporada, talvez especialmente para a segunda metade… Se olharmos apenas para o facto de eu estar no Q1 e o Max estar consistentemente entre os três primeiros, o resultado parecia mau, mas ao tempo tempo, mesmo nas vezes em que fui eliminado no Q1, não me lembro da última vez que fiquei quatro ou cinco décimos atrás.”
“Assim que obtive exatamente o mesmo carro, fui muito competitivo com ele e acho que era isso que faltava a este lugar. Na verdade, estou orgulhoso de mim mesmo, de como cresci e de como melhorei ao longo da temporada.”
“O Max está aqui há anos. Ele conhece este carro, sabe muitas coisas. Obviamente, não posso negar que ele é o melhor piloto da grelha, mas, ao mesmo tempo, estou feliz por ter conseguido alcançá-lo rapidamente neste nível, especialmente neste pelotão tão apertado – este ano é um dos mais apertados da história.”
Sobre a possibilidade de ingressar numa categoria como a IndyCar Series, o ainda piloto da Red Bull referiu: “A Fórmula 1 é a minha vida. É muito cedo [para pensar em outra coisa]. Por enquanto, a minha única motivação é a Fórmula 1.”
“Não estou realmente a pensar nessa competição por enquanto, mas farei o máximo que puder com qualquer oportunidade para me tornar mais competitivo.”
“Estou entusiasmado por ver tudo de uma perspetiva diferente, através de outros olhos, no próximo ano, porque é a primeira vez na minha carreira que não vou correr. Nunca fiquei sentado no escritório enquanto os outros corriam.”
“Terei a capacidade de ouvir tudo o que cada piloto está a fazer, portanto talvez eu possa aprender muitas coisas que nunca imaginei, por isso estou entusiasmado com isso. E também vou continuar a tentar manter-me em forma o máximo possível. Sempre que surgir uma oportunidade, vou aproveitá-la ao máximo. Por isso, até lá, vou manter-me em forma e esperar por ela.”




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