Frederic Vasseur admitiu que é “difícil de aceitar” a forma como a Ferrari deixou escapar a vitória no Grande Prémio da Cidade do México, considerando que o incidente entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc na primeira volta demonstrou “falta de respeito” pela equipa e pelo trabalho desenvolvido em Maranello.
Os dois pilotos assumiram as primeiras posições no arranque da corrida, mas a disputa entre ambos na Curva 4 comprometeu as ambições da Ferrari.
Na tentativa de ultrapassar o colega de equipa por fora, Leclerc saiu de pista juntamente com Hamilton. O britânico perdeu a posição para Max Verstappen, enquanto o monegasco manteve a liderança.
Leclerc foi, contudo, penalizado com cinco segundos por ganhar vantagem ao sair dos limites da pista. A sanção fê-lo cair também para trás de Verstappen, que viria a conquistar a vitória, deixando a Ferrari com o segundo e o quarto lugares.
“Estou a ter dificuldade em aceitar esta situação porque, honestamente, considero que demonstra falta de respeito pela marca, por todas as pessoas que trabalham aqui e pelo esforço que estamos a fazer”, disse Vasseur, diretor de equipa.
“É difícil para mim digerir o facto de termos deixado escapar uma vitória desta forma.”
“Demos um passo muito significativo em termos de desempenho e penso que desperdiçar uma vitória desta forma é difícil de aceitar.”
“Não foi o resultado que esperávamos, sobretudo depois de termos terminado a primeira curva nas duas primeiras posições. No México, não me recordo de uma ultrapassagem pela vitória nos últimos 72 anos, por isso, custa-me aceitar que tenhamos terminado a corrida em segundo e quarto lugares.”
“Terei oportunidade de conversar com os pilotos, mas, honestamente, hoje estou um pouco em baixo.”
Questionado sobre se compreendia a frustração evidenciada por Hamilton ao longo da corrida, Vasseur acrescentou: “Sim, mas vou discutir os comentários do Lewis com o Lewis e os comentários do Charles com o Charles.
“Não, não estou a apontar o dedo a ninguém. Quero conversar com os dois. O Lewis também saiu bastante largo, mas temos de ter em conta que representamos uma marca e os nossos patrocinadores. Temos 2000 pessoas a trabalhar connosco, que não estão simplesmente a competir por competir: estão a trabalhar em prol de toda a equipa.”
“O que vejo é o resultado. E o resultado é que tínhamos uma vitória ao nosso alcance. Estávamos nas duas primeiras posições no México e a última ultrapassagem na corrida, talvez, tivesse acontecido em 1972. Quando estamos em primeiro e segundo, não imaginamos que podemos perder a corrida, mas fomos capazes de o fazer.”






