A Red Bull revelou estar positivamente surpreendida com as primeiras indicações da sua nova unidade motriz, mas rejeitou as sugestões da Mercedes de que é atualmente a referência do pelotão, assumindo que se considera, nesta fase, apenas a quarta força em termos de desempenho.
A semana de testes no Bahrain tem sido marcada por jogos psicológicos entre as equipas de topo. Toto Wolff desvalorizou recentemente os ganhos alcançados pela sua equipa com a questão da taxa de compressão do motor da Mercedes e apontou a Red Bull Powertrains como a referência do pelotão.
No entanto, Pierre Waché, diretor técnico da Red Bull, acredita que a formação de Milton Keynes está, para já, atrás de McLaren, Mercedes e Ferrari na hierarquia.
“Não direi que somos a referência, porque penso que todos nesta sala sabem que isso faz parte do jogo que todos estão a jogar”, disse Waché.
“Mas também temos de reconhecer o trabalho fantástico que foi feito pelo departamento de motores. Como projeto que começou do zero, construir uma unidade motriz e conseguir não fazer má figura em pista é uma conquista enorme.”
“Não somos certamente a referência. Vemos claramente que as três principais equipas – Ferrari, Mercedes e McLaren – estão à nossa frente. De acordo com a nossa análise, estamos atrás.”
“É, neste momento, a nossa análise – que pode, honestamente, estar errada. Não perdemos muito tempo com isso; tentamos concentrar-nos em melhorar o nosso próprio desempenho.”
Questionado sobre em que áreas a Red Bull estaria em desvantagem face às três equipas que mencionou, Waché respondeu: “É difícil dizer. Penso que, claramente, em tração a baixa velocidade, eles parecem muito fortes.”
“Algumas velocidades de ponta também são interessantes, tanto da Ferrari como da Mercedes, especialmente com pouca carga de combustível.”
“O problema é que a avaliação do desempenho, até estarmos exatamente com o mesmo nível de combustível na qualificação em Melbourne, é difícil.”
“Vemos claramente alguns pontos fracos no nosso carro e relacionamo-los com essas debilidades e com o feedback que temos do Max [Verstappen] e do Isack [Hadjar] sobre o comportamento do carro, com base nos pontos onde perdemos tempo para os outros. Isso é consistente, e é por isso que o digo.”
Apesar das palavras de cautela do seu diretor técnico, Isack Hadjar não escondeu a satisfação com o desempenho da primeira unidade motriz fabricada pela Red Bull Powertrains.
“Está muito para além do que eu antecipava”, afirmou Hadjar.
“A sensação no ano passado, já no final da temporada, não era muito positiva. Digamos que os rumores, mesmo dentro da equipa, indicavam que não estavam totalmente satisfeitos e, em Barcelona, no primeiro dia, fiz logo cerca de 110 voltas.”
“Por isso, fiquei muito – no bom sentido – surpreendido. Para uma equipa que iniciou o projeto há três anos, é realmente impressionante.”






