Fernando Alonso reiterou a sua confiança em Adrian Newey, afirmando estar convicto de que o chassis do novo carro da Aston Martin não será uma preocupação para a equipa em 2026.
O arranque da nova era regulamentar está a ser particularmente desafiante para a Aston Martin, que embora esteja a resolver de forma gradual os problemas de fiabilidade do AMR26, continua distante das equipas da frente no que ao desempenho diz respeito.
Depois de Stroll ter referido que a Aston Martin precisa de encontrar quatro segundos por volta, Alonso também reconheceu que a pré-temporada não está a decorrer como o esperado para a equipa.
“Definitivamente não estamos na posição em que queríamos estar”, disse Alonso.
“Começámos em desvantagem. Falhar Barcelona foi algo muito significativo, porque não se tratou apenas de falhar os testes em Barcelona, mas também os dias de filmagem anteriores.”
“Algumas equipas colocaram o carro em pista a 9 de janeiro, pelo que já levam um mês a analisar dados e a resolver problemas – este sensor aqui, aquela temperatura ali, o que quer que seja.”
“Do lado do chassis não há qualquer ponto de interrogação. Após mais de 30 anos de domínio do Adrian no desporto, não é agora que ele vai esquecer tudo de um ano para o outro. Não sei exatamente onde estamos neste momento em termos de chassis e nível de aderência.”
“Mas, mesmo que não estejamos a 100% neste momento, estaremos em breve, porque resolveremos qualquer problema.”
Sobre a nova unidade motriz da Honda, Alonso acrescentou: “Penso que precisamos de dar tempo e perceber exatamente onde estamos e, se estivermos atrás, melhorar o mais rapidamente possível.”
Pedro de La Rosa, representante da Aston Martin, falou esta sexta-feira abertamente sobre as dificuldades enfrentadas pela equipa: “Estamos claramente atrás. E, como o Lance disse, estamos a quatro, três ou cinco segundos.”
“Estamos claramente atrás e, quando estás a perder esse tempo, é evidente que é o pacote global.”
“Não se pode dizer que é isto ou aquilo, porque há várias áreas que já identificámos claramente e nas quais já estamos a trabalhar em Silverstone para as corrigir.”
“Não é algo que se resolva de um dia para o outro, não é um trabalho de cinco minutos. Envolve muito trabalho, muita aprendizagem e muita otimização.”
“Mas temos confiança de que temos a equipa, os recursos e tudo o que é necessário.”
Questionado sobre como a Aston Martin chegou a este ponto após um investimento tão significativo nas novas regras, de la Rosa respondeu: “Olhando para trás é sempre fácil dizer o que deveríamos ou não ter feito – mas isso não funciona no desporto motorizado.”
“Talvez se tivéssemos começado mais cedo, se o Adrian tivesse chegado não a 2 de março mas alguns meses antes, se a Honda não tivesse saído e depois regressado… são ‘ses’ e ‘mas’.”
“O essencial é que estamos lentos, não estamos onde queremos estar, por isso temos de definir um plano. Sabemos exatamente o que está errado e temos de trabalhar nisso.”
“Vamos olhar para a frente, não para trás. É muito fácil culpar o tempo ou dizer que começámos tarde. Houve muitas razões.”
“O importante é que sabemos quais são. É isso que nos dá confiança de que, lentamente e de forma gradual, a diferença vai diminuir.”






