A penalização que Fernando Alonso recebeu em Austin foi cancelada após os comissários desportivos terem revisto o seu processo de decisão antes do Grande Prémio da Cidade do México.
Embora o protesto da Alpine contra a penalização que atirou Alonso para fora dos pontos no Grande Prémio dos Estados Unidos tenha sido considerado inválido pelos comissários desportivos, a equipa submeteu de imediato um direito de revisão à decisão de Austin que resultou na anulação da sanção atribuída ao seu piloto.
No seu pedido de revisão aos acontecimentos do Grande Prémio dos Estados Unidos do passado fim de semana, a formação de Enstone alegou que o protesto da Haas às condições de segurança do carro de Alonso não deveria ter sido aceite.
Em solo norte-americano, a Haas apresentou o seu protesto 24 minutos fora do prazo, mas os comissários desportivos explicaram que não era possível efetuar a submissão dentro da janela temporal de 30 minutos definida pelos regulamentos.
Alan Permance, diretor desportivo da Alpine, afirmou na audiência com os comissários desportivos que “a palavra ‘impossível’ estabelece uma fasquia muito alta” e que a sua equipa rival podia ter apresentado um protesto por escrito dentro do prazo.
“Os comissários aceitam o argumento da Alpine de que a palavra ‘impossível’ estabelece, de facto, uma fasquia muito alta”, lê-se no relatório da FIA. “Em retrospetiva, essa fasquia muito alta não era uma realidade neste caso.”
“De importância significativa é o facto, previamente desconhecido para os comissários desportivos, de que a Haas poderia ter apresentado um protesto escrito à mão dentro do prazo de 30 minutos.”
“Por definição, este facto significa, por si só, que não era ‘impossível’ apresentar o protesto no prazo de 30 minutos, pelo que o protesto original não deveria ter sido admitido.”
“Os comissários desportivos estão, no entanto, preocupados com o facto de o carro 14 ter sido autorizado a permanecer em pista com um espelho retrovisor pendurado que acabaria por cair, e recomendam vivamente que sejam colocados em prática procedimentos para monitorizar tais questões.”
“Quando necessário, deve-se exigir que o problema seja retificado, como já aconteceu várias vezes no passado, quer através de uma comunicação rádio para a equipa, quer através da exibição da bandeira preta e laranja.”






