As equipas de Fórmula 1 acordaram um novo pacote de medidas que visam a redução de custos nas próximas épocas, ajudando o desporto a superar a pandemia do coronavírus.
Segundo a BBC, as equipas votaram a favor de um plano para baixar o limite orçamental a introduzir no próximo ano em 30 milhões de dólares para 145 milhões de dólares. Este montante será novamente reduzido para 140 milhões de dólares em 2022 e 135 milhões de dólares para o período 2023-25. Esta é apenas uma das várias medidas destinadas a reduzir os custos e a nivelar o pelotão.
Outra das medidas aprovadas, é uma limitação do desenvolvimento aerodinâmico para as equipas mais bem-sucedidas. Haverá um limite para o uso de túnel de vento e de dados informáticos consoante a posição de uma equipa no campeonato anterior.
Em 2021, a equipa que terminar em primeiro lugar no campeonato de 2020 terá direito a 90% dessa quota para desenvolver o monolugar de 2022, e vai aumentando 2,5% a cada posição. Assim, a equipa que terminou em último lugar poderá utilizar 112,5% dessa quota.
A partir de 2022, os campeões mundiais terão direito a 70% do total da quota, com aumentos de 5% até que a equipa que terminar no último lugar obtenha 115%. A qualquer nova equipa será atribuída a mesma percentagem da equipa que terminar no último lugar.
Ficou também acordada uma nova regra sobre a venda de peças. Será atribuído uma avaliação para peças normalmente adquiridas por equipas mais pequenas, tais como caixas de velocidades e suspensões. Quando uma equipa adquirir essas peças, o seu valor definido é retirado do valor total do orçamento da equipa.
O pacote de medidas ainda tem de ser oficialmente aprovado pelo órgão legislativo, o Conselho Mundial do Desporto Automóvel. A votação terá lugar na próxima semana e espera-se que constitua apenas uma formalidade.
A votação marcou também a aceitação formal de uma série de outras regras que foram amplamente debatidas em público e já acordadas.
- O atraso na introdução, até 2022, do novo regulamento técnico que tinha sido planeado para 2021.
- A obrigatoriedade de as equipas competirem com os seus monolugares de 2020 em 2021.
- A possibilidade de que o formato de alguns fins-de-semana de corrida seja alterado para facilitar a realização do maior número possível de corridas quando o campeonato começar esta época – por exemplo, comprimindo a ação em pista em dois dias.
- O limite orçamental irá reduzir ou aumentar em 1 milhão de dólares por cada corrida que for removida ou adicionada ao calendário. Assim, no próximo ano, por exemplo, será de 145 milhões de dólares se houver 21 corridas, mas 144 milhões de dólares se houver 20 e 146 milhões de dólares se houver 22.
- Restrições ao desenvolvimento das unidades motrizes em 2020 e 2021, incluindo a limitação das horas no banco de ensaio e o número de melhorias permitidas por época.






