A FIA admitiu que as condições extremas colocaram em risco o bem-estar e a saúde dos pilotos no Qatar e garantiu que irá tomar medidas para evitar que a situação se repita no futuro.
Em Losail, as temperaturas elevadas, os níveis de humidade, a ausência de vento e as forças G exigidas levaram a que os pilotos fossem expostos a um enorme esforço físico ao longo das 57 voltas do Grande Prémio.
Depois de Logan Sargeant ter sido forçado a abandonar devido a uma crise de desidratação, diversos pilotos tiveram dificuldades em sair dos seus monolugares e foram encaminhados para o centro médico do circuito.
“A FIA constata com preocupação que a temperatura e a humidade extremas durante o Grande Prémio do Qatar tiveram um impacto no bem-estar dos pilotos”, lê-se no comunicado.
“Embora sejam atletas de elite, não se deve esperar que compitam em condições que possam pôr em risco a sua saúde ou segurança. No entanto, tal como acontece com outras questões relacionadas com a segurança, como as infraestruturas do circuito e os requisitos de segurança dos carros, a FIA tomará todas as medidas razoáveis para estabelecer os parâmetros aceitáveis em que as competições se realizam.”
“Como tal, a FIA iniciou uma análise da situação no Qatar para fornecer recomendações para futuras situações de condições climatéricas extremas. É de salientar que, embora a edição do Grande Prémio do Qatar do próximo ano esteja agendada para uma altura mais tardia do ano, quando se espera que as temperaturas sejam mais baixas, a FIA prefere tomar medidas materiais agora para evitar a repetição deste cenário.”
“Várias medidas serão discutidas na próxima reunião da comissão médica em Paris. As medidas podem incluir orientações para os concorrentes, investigação sobre modificações para um fluxo de ar mais eficiente no cockpit e recomendações de alterações ao calendário para se alinhar com condições climáticas aceitáveis, entre outras.”
“A investigação de outras categorias, como as provas de todo-o-terreno em climas extremos, será examinada para potenciais aplicações em provas de circuito. O empenho da FIA numa cooperação mais estreita será entre os departamentos técnico, de segurança e médico, sob a direção do Presidente da FIA, facilitará este processo.”






