Oscar Piastri admitiu ter ficado “perplexo” com a decisão dos comissários desportivos de anular as penalizações atribuídas a Pierre Gasly no Grande Prémio do Mónaco.
Na sequência de um apelo lançado pela Alpine, os comissários desportivos tomaram a decisão de reverter as duas penalizações de cinco segundos impostas ao piloto francês por alegado excesso de velocidade na via das boxes.
A decisão devolveu o terceiro lugar a Gasly e provocou alterações na classificação final, com Isack Hadjar, Oscar Piastri, Liam Lawson e Arvid Lindblad a perderem posições.
Piastri, que cumpriu a penalização durante a corrida pelo mesmo incidente, reconhece que não esperava este desfecho.
“Estou bastante perplexo com a decisão, porque não percebo como é possível reverter uma decisão que, no fundo, estava errada, quando outras pessoas foram penalizadas exatamente pelo mesmo motivo e cumpriram a respetiva penalização durante a corrida”, afirmou Piastri.
“Como é que se pode alterar uma dessas penalizações sabendo que provavelmente cinco ou seis posições na classificação final foram afetadas por isso? É algo impressionante.”
“Obviamente perdi uma posição, mas imaginem como o George [Russell] se deve sentir. Não queria acreditar no que estava a ver.”
Piastri considera que o facto de a Alpine ter optado por não cumprir as penalizações durante a corrida abre um precedente complexo.
“Perdi a posição para o Pierre porque cumpri a penalização, por isso, tecnicamente, eu devia ser terceiro. Mas, tecnicamente, o George também devia ser terceiro, e neste momento isto é uma confusão.”
“É uma situação muito complicada em que eles próprios se colocaram, e sinceramente não vejo como vão sair dela. Porque o precedente que fica agora é: não cumpres a penalização, recorres da decisão, esperas provavelmente alguns meses até a corrida ser decidida… e quem é que quer competir assim?”
“‘Perplexo’ é a palavra que usaria.”






