Fernando Alonso afirmou que o último lugar na qualificação em Barcelona não constitui qualquer surpresa, uma vez que a Aston Martin tem atualmente “o pior carro e o pior motor” da Fórmula 1. Já Lance Stroll desvalorizou o facto de ter batido o espanhol em qualificação pela primeira vez em 42 corridas, referindo que “não quer saber” desse dado.
Num fim de semana que se está a revelar particularmente difícil para a equipa de Silverstone, Alonso não conseguiu ir além da última posição na qualificação, enquanto Stroll garantiu o 21.º lugar e interrompeu uma longa sequência de derrotas frente ao companheiro de equipa aos sábados.
“Vim para aqui sabendo que somos os últimos e continuamos a ser os últimos, por isso não há surpresas”, disse Alonso. “Ninguém deve estar surpreendido com o resultado de hoje.”
Questionado sobre se as características de alta velocidade do circuito catalão tinham exposto as fragilidades do AMR26, Alonso respondeu: “Não, não, não. Nada ficou exposto. Nós já sabíamos que temos o pior carro e o pior motor, e temos sido muito claros em todas as corridas até agora: temos de trabalhar.”
“Na segunda metade da temporada chegará um novo carro do ponto de vista aerodinâmico, chegará também um novo motor, e depositamos alguma esperança nessas mudanças. Optámos por esta estratégia e repetimo-lo todos os fins de semana. Vamos chegar à Áustria dentro de duas semanas e voltaremos a ser os últimos na qualificação, e vocês vão perguntar-me novamente se isso expõe algumas das fraquezas do carro.”
“Nós conhecemos as nossas fraquezas, sabemos que temos de trabalhar e estamos a fazê-lo.”
Sobre o facto de ter sido batido por Stroll na qualificação, Alonso acrescentou: “O nosso motor e a nossa caixa de velocidades são um pouco imprevisíveis, por isso talvez tenha acontecido nos dois carros, ou talvez não. No meu caso, tive muitos bloqueios do eixo traseiro em travagem em algumas curvas e, noutras zonas de travagem, acontecia precisamente o contrário, com demasiado subviragem e o acelerador parcialmente aberto.”
“Não foi fácil conduzir o carro e, na verdade, não tem sido fácil durante todo o fim de semana.”
“E o Lance está muito mais vezes próximo de mim do que as pessoas pensam e até termina à minha frente mais vezes do que aquilo de que nos lembramos. Tivemos uma sequência muito boa de 40, 39 ou o que quer que fossem sessões de qualificação, mas em algumas corridas sprint que não contam para essa estatística ele ficou à minha frente. E também esteve praticamente ao mesmo nível do Sebastian [Vettel]. O Lance é um piloto muito rápido.”
Já Stroll mostrou-se pouco impressionado por ter superado Alonso numa sessão de qualificação pela primeira vez desde 2024.
Questionado sobre se o resultado tinha algum significado especial, o canadiano disse: “Não. Não me interessa.”
Depois, quando lhe perguntaram se o momento teria mais significado caso a Aston Martin estivesse a lutar pelos lugares da frente, Stroll retorquiu: “Não sei. Estou-me completamente nas tintas para isso.”






