George Russell diz que o facto de a Williams ter apostado em conceber um carro “incrivelmente sensível ao vento” levará a que a equipa tenha prestações inconsistentes ao longo da temporada de 2021.
O piloto britânico, que completou 158 voltas durante o único dia em que esteve ao volante do FW43B no Bahrain, admite que o desempenho da Williams em 2021 estará “nas mãos do vento”.
“Sabíamos antes da temporada e confirmamos ao longo destes dias que o nosso carro é incrivelmente sensível ao vento”, disse Russell.
“As condições daqueles três dias trouxeram ao de cima o pior do carro. Por um lado foi positivo para podermos analisar, mas também penso que verão o nosso desempenho um pouco como um ioiô este ano, e infelizmente muitas vezes nas mãos do vento.”
“O positivo é que há ali um carro rápido. Mas infelizmente está quase fora das nossas mãos quando nos podemos destacar. Se o vento tivesse sido neutro para este teste, os nossos tempos por volta teriam sido muito mais rápidos.”
“Acredito que nos podemos destacar quando formos para uma pista onde tudo está um pouco mais calmo ou um pouco mais fechado. Penso que Imola pode ser uma boa pista para nós.”
Maximizando o desempenho nas pistas que lhe são mais favoráveis ao invés de competir com um pacote mais consistente, a equipa espera conseguir chegar aos pontos “num par de corridas” para escapar à última posição no campeonato de construtores.
“Optamos por um caminho que nos dá mais downforce à custa de ser um pouco mais sensível”, acrescentou Russell. “Em última análise, reconhecemos que só precisamos de um par de boas corridas e que, se estivéssemos sempre com o mesmo ritmo, não estaríamos consistentemente nos pontos.”
“Só temos de ser rápidos em duas corridas, por exemplo, e terminaremos potencialmente em oitavo ou nono lugar no campeonato de construtores. A Haas somou três pontos no ano passado e a Alfa Romeo oito. Queremos tentar ser o mais rápidos possível quando as estrelas se alinharem.”






