Toto Wolff afirma que a Red Bull abordou cerca de 100 colaboradores da Mercedes com o intuito de reforçar a sua nova divisão de motores.
No passado mês de Fevereiro, na sequência do anúncio do abandono da Honda da Fórmula 1, a Red Bull anunciou a criação da Red Bull Powertrains, cujas instalações serão utilizadas para o desenvolvimento da unidade motriz japonesa até ao final dos atuais regulamentos.
Projetando os novos regulamentos e a possibilidade de correr com a sua própria unidade motriz a partir de 2025, a Red Bull tem recrutado alguns dos principais responsáveis pelo departamento de motores da Brixworth – até à data, seis membros da estrutura da Mercedes já estão confirmados no projeto da Red Bull.
“Se quiseres montar uma fábrica de motores no Reino Unido, existe apenas uma, e somos nós”, disse Wolff à Sky Sports F1. “Temos cerca de 900 colaboradores lá, e se perdermos 15 deles ou mais, isso é bastante normal.”
“Mas eles foram principalmente atrás do pessoal da produção, portanto não se trata do desempenho. Penso que eles querem construir a empresa.”
“Mas crédito ao projeto, é um Monte Evereste a escalar. Gostaria de ter uma luta com as unidades motrizes da Red Bull.”
“Penso que abordaram cerca de 100 pessoas e ficaram talvez com 15.”
Recentemente, Helmut Marko, conselheiro da Red Bull, afirmou que a Mercedes estaria a duplicar os salários dos seus colaboradores com o intuito de convencê-los a permanecer na estrutura.
Embora não tenha negado as palavras de Marko, Wolff sugeriu que as ofertas da Red Bull podem ter superado as da sua equipa.
“Duplicar os salários é uma coisa, mas se os triplicar, a certo ponto deixa de ser uma competição, mesmo para pessoas leais”, acrescentou. “Mas é o que é. Respeito todos os que querem construir o seu negócio e o tempo de retaliação ainda não chegou.”






