Carlos Sainz afirmou que os pilotos já tinham alertado a Federação Internacional do Automóvel para os perigos das diferenças de velocidade causadas pelas alterações regulamentares e espera que o acidente de Oliver Bearman sirva de exemplo e leve a mudanças já a tempo do Grande Prémio de Miami.
Bearman perdeu o controlo do seu carro quando se aproximava do Alpine de Franco Colapinto, atravessando a relva antes de embater com violência nas barreiras da curva Spoon.
Apesar do forte impacto, Bearman saiu do monolugar pelo próprio pé, ainda que a coxear, tendo sido posteriormente confirmado que não sofreu qualquer fratura.
Sainz, um dos diretores da Associação de Pilotos de Grande Prémio, diz que o violento acidente lustra de forma clara os perigos inerentes às atuais características dos monolugares.
“Estou curioso para ver o que a FOM e a FIA vão apresentar para os novos regulamentos”, disse Sainz. “Espero que consigam encontrar algo um pouco melhor já para Miami.”
“Tendo em conta o acidente com o Ollie que vimos hoje, temos vindo a alertar para este tipo de situações. Estas diferenças de velocidade e este tipo de acidentes eram inevitáveis.”
“Não estou nada satisfeito com aquilo que temos tido até agora e espero que consigamos encontrar uma solução melhor, que não crie estas enormes diferenças de velocidade e que permita competir de forma mais segura.”
“Temos vindo a avisar que este tipo de acidente iria acontecer. Aqui tivemos sorte por haver uma escapatória. Agora imaginem isto em Baku, em Singapura ou em Las Vegas, com estas diferenças de velocidade e acidentes junto aos muros.”
“Nós, enquanto GPDA, avisámos a FIA de que este tipo de incidentes vai acontecer com frequência com este conjunto de regulamentos e que é preciso mudar alguma coisa rapidamente, se não quisermos que se repitam.”
“Ouvi dizer que foram 50G – mais do que o meu acidente na Rússia em 2015, que foi de 46G. Imaginem o tipo de impacto que poderia acontecer em Las Vegas, Baku, entre outros. Espero que isto sirva de exemplo e que as equipas ouçam os pilotos – e não tanto aqueles que dizem que as corridas estão boas, porque não estão.”






