Fernando Alonso afirma que a Fórmula 1 criará “um enorme problema” caso não reverta a penalização do Grande Prémio dos Estados Unidos.
O piloto espanhol cruzou a linha de meta na sétima posição, mas recebeu uma penalização de 30 segundos pelo facto de ter perdido o espelho retrovisor direito do seu carro na sequência do acidente com Lance Stroll.
Embora a situação não tenha motivado qualquer ação por parte dos comissários desportivos durante a corrida, um protesto da Haas deu origem à sanção que atirou Alonso para fora dos lugares pontuáveis.
Antes do início da ação em pista no Grande Prémio da Cidade do México, os comissários desportivos levarão a cabo uma reunião com as duas equipas para discutirem a admissibilidade de um segundo protesto lançado entretanto pela Alpine .
Na conferência de imprensa em solo mexicano, Alonso mostrou-se “muito confiante” na recuperação do seu sétimo lugar.
“Foi uma montanha-russa de emoções para mim no domingo”, disse Alonso. “Começámos atrás, depois estávamos em sexto, tivemos o acidente, fomos últimos novamente e terminámos em sétimo.”
“E depois à noite caímos novamente para fora dos pontos, por isso foi um dia de altos e baixos. Agora vamos esperar para ver. Estou muito otimista de que vamos manter o sétimo lugar.”
“A FIA tem sido muito transparente connosco este ano, penso que a nova liderança está a fazer as coisas um pouco diferentes face ao ano passado, por isso tenho plena confiança no que eles irão decidir.”
“Penso que há algumas coisas que eles fizeram definitivamente de forma errada. Por isso, como disse, estou muito confiante de que voltarei a ser sétimo em Austin.”
Como não está autorizada a recorrer de uma penalização de tempo, a Alpine optou por contestar o facto de o protesto da Haas ter sido submetido 24 minutos depois do prazo.
“Em primeiro lugar, não podes recorrer de qualquer decisão de penalizações por tempo”, acrescentou Alonso. “É assim que as regras estão escritas. Qualquer que seja a decisão, não podes apelar.”
“Protestámos basicamente porque foi fora de tempo e havia algumas coisas, como o facto de a FIA não me ter mostrado a bandeira preta e laranja, o que significa que consideraram que o carro estava seguro para continuar a ser conduzido.”
“O carro foi para o parque fechado, passou por todas as verificações e recebeu luz verde. Depois, o protesto chegou demasiado tarde. Entre tudo isto, penso que não há dúvida de que esta não foi a decisão correta a tomar.”
“E se esta for a decisão correta a tomar, abrirá um enorme problema para o futuro na Fórmula 1. Penso que 50%, 60%, 70% dos carros terão de abandonar quando um dispositivo aerodinâmico não estiver devidamente fixo, porque vai ser inseguro.”
“E também abrirá um debate. Se for razoável protestar com 20 minutos de atraso, será que um mês é demasiado tarde? Será que uma hora é demasiado tarde? Será que 10 anos é demasiado tarde? Quando é que é demasiado tarde? Isso, penso eu, não podemos permitir que aconteça.”






