Mattia Binotto, diretor de equipa da Ferrari, afirma que apelou da decisão da FIA sobre as condutas dos travões da Racing Point para garantir “clareza e transparência” na Fórmula 1.
Embora esteja descontente com a penalização atribuída à Racing Point no caso das condutas dos travões traseiros do RP20, a Ferrari também procura um esclarecimento mais amplo sobre questões relacionadas com a cópia integral de designs de outros monolugares.
“Sendo uma das partes envolvidas no apelo, não quero entrar em muitos detalhes”, disse Binotto. “Penso que não seria apropriado.”
“Acho que são necessários mais esclarecimentos. Penso que a decisão do Tribunal Internacional abrirá para uma discussão mais ampla, que é direcionada a todo o carro e não apenas às condutas dos travões. E é precisamente isso que estamos a procurar.”
“É uma questão de justiça desportiva. É uma questão de proteger a propriedade intelectual para o futuro. Se olharmos para o passado, não me consigo lembrar de nenhuma vez em que uma equipa tenha copiado um carro inteiro, pelo menos desde aquele conjunto de regulamentos em 2009.”
“Por isso, acho que a clareza é necessária, porque não acho que seja bom para o desporto. Mas, mais uma vez, não cabe a mim julgar e é por isso que acho que o tribunal será importante a esse respeito.”
Esta semana, a FIA informou as equipas de que pretende realizar alterações aos regulamentos da temporada de 2021 para impedir o uso de fotografias e de técnicas de engenharia reserva para copiar os designs das outras equipas.
“A propriedade intelectual é um ativo muito importante de uma empresa”, acrescentou Binotto. “Se alguém copiasse um carro idêntico do ano anterior de um concorrente, acho que o conjunto de regulamentos deveria proteger de alguma forma esse mesmo concorrente.”
“E é por isso que acho que neste momento é importante seguir em frente e entender. Clareza, transparência para a justiça da competição, para a Fórmula 1 e para o futuro é importante.”






