A McLaren solicitou uma revisão à penalização que relegou Lando Norris para fora dos lugares pontuáveis no Grande Prémio do Canadá.
O piloto britânico incorreu numa sanção de cinco segundos por ter abrandado demasiado durante o período de Safety Car, comportamento que os comissários desportivos descreveram como “antidesportivo”.
Norris tinha cruzado a linha de meta em nono após uma ultrapassagem ao Alpine de Esteban Ocon na última volta, mas acabaria por cair para fora dos dez primeiros com a adição do tempo da penalização.
“Podemos confirmar que a McLaren apresentou uma petição para um “direito de revisão” em relação ao Artigo 14.1.1 do Código Desportivo Internacional da FIA, sobre a decisão dos comissários desportivos de impor uma penalização de cinco segundos a Lando Norris por “comportamento antidesportivo” durante o Safety Car no Grande Prémio do Canadá”, lê-se no comunicado da equipa.
“Apoiamos muito a FIA e os comissários desportivos e confiamos neles para a realização de um trabalho difícil. Compreendemos que os comissários desportivos têm de tomar decisões num curto espaço de tempo, analisando cenários complexos e muitas vezes com informações parciais e múltiplos elementos a considerar.”
“No Canadá, ficámos surpreendidos com a sanção e incertos quanto à fundamentação da decisão. Falámos com os comissários desportivos imediatamente após a corrida para tentar compreender os motivos da penalização.”
“O quadro regulamentar da FIA tem ferramentas e processos que permitem à FIA e ao desporto lidar com a complexidade operacional da Fórmula 1, especialmente no que diz respeito às decisões que têm de ser tomadas durante a corrida. O “direito de revisão” é um desses processos que mostra a força da instituição ao permitir que as decisões sejam revistas, se isso for do melhor interesse do desporto.”
“Isto é algo que a McLaren abraça e apoia totalmente. Tendo em conta esta disposição, a equipa aceitou a explicação inicial e decidiu rever o caso de uma forma calma e ponderada, realizando uma diligência abrangente, que incluiu a análise dos precedentes. análise cuidadosa e exaustiva, acreditamos que existem provas suficientes para apresentar um “direito de revisão” à FIA, o que já fizemos.”
“Continuaremos agora a trabalhar em estreita colaboração com a FIA, da mesma forma construtiva e colaborativa com que normalmente trabalhamos, e aceitaremos o resultado das suas deliberações.”
O direito revisão será aceite caso a Federação Internacional do Automóvel considere que a McLaren dispõe de novos elementos que não estavam disponíveis aquando da atribuição da penalização.






