Lando Norris diz que o acidente do português Henrique Chaves nas 6 Horas de Monza é um lembrete do perigo dos corretores “salsicha” que a Federação Internacional do Automóvel não pode ignorar.
Adicionados aos circuitos como forma de reforçar os limites de pista, os corretores em questão têm causado acidentes de dimensão significativa ao longo dos últimos anos.
Em Monza, após uma falha de travões no seu Aston Martin, Henrique Chaves atingiu os corretores colocados à saída da Variante della Roggia, impacto que causou um aparatoso voo e um consequentemente capotamento – incidente que, felizmente, não resultou em quaisquer ferimentos para o português.
No fim de semana anterior, durante a corrida da Fórmula 2 em Silverstone, os corretores fizeram com que o carro de Dennis Hauger saltasse e atingisse o monolugar de Roy Nissany na zona do Halo.
“O carro nunca deveria ter voado em primeiro lugar”, disse Norris sobre o acidente de Chaves. “Certamente não de uma forma tão violenta. Estas coisas são sempre mais complexas do que parecem, mas há uma coisa que me preocupa: os corretores salsicha.”
“Tenho sido crítico em relação aos corretores elevados no passado, mas acho que está na altura de agirmos sobre estes avisos e retirá-los do nosso desporto. O acidente do Chaves foi o segundo em duas semanas após o incidente na corrida de Fórmula 2 em Silverstone.”
Norris afirmou que a nova geração de monolugares de Fórmula 1 é ainda mais suscetível aos perigos dos corretores elevados.
“Com os carros de Fórmula 1 a rodarem mais baixo do que nunca, e mais rígidos do que nunca, precisamos de agir”, acrescentou. “Quando estes carros atingem estes corretores, podem ser lançados para o ar. Podes ficar com as duas rodas da frente no ar e depois bater no chão, o que pode ser muito doloroso para as costas.”
“O acidente do Chaves no passado fim de semana é um lembrete de que não podemos deixar que isto se arraste. Questões como os corretores salsicha são, pelo menos aos meus olhos, um tópico crítico que precisamos de resolver o mais rapidamente possível.”






