Lando Norris fez com que a estratégia de apenas uma paragem resultasse a seu favor e triunfou no último Grande Prémio antes da pausa de verão, que ficou marcado pela intensa batalha entre a dupla de pilotos da McLaren.
O piloto britânico, que se qualificou em terceiro e atrás do outro McLaren de Oscar Piastri, perdeu posições para George Russell e Fernando Alonso no arranque da corrida.
Na dianteira do pelotão, o Ferrari de Charles Leclerc segurou a liderança a partir da pole position, enquanto Piastri manteve o segundo posto.
Piastri foi o primeiro piloto das equipas de topo a realizar uma travessia pela via das boxes, parando na 18ª volta para descartar os pneus médios e colocar duros.
Leclerc e Russell seguiram a estratégia do australiano e trocaram para o composto duro na volta seguinte, enquanto Norris, que tinha entretanto ultrapassado o Aston Martin de Alonso, permaneceu em pista e assumiu a liderança.
O britânico da McLaren viria a entrar na via das boxes na 31ª volta, regressando à pista no quarto posto e com a missão de levar os pneus duros até ao final da corrida.
Na frente, Leclerc, que tinha recuperado a liderança com a troca de pneus de Norris, foi o primeiro a comprometer-se com uma estratégia de duas paragens, apostando num segundo jogo de pneus duros na 40ª volta e emergindo das boxes em quarto, cerca de seis segundos atrás de Norris.
Russell parou três voltas depois e caiu para trás de Leclerc, ao passo que Piastri herdava a liderança com uma vantagem de cerca de 10 segundos sobre o seu colega de equipa.
O facto de ter parado na 18ª de 70 voltas impediu Piastri de seguir a mesma estratégia de uma paragem adotada por Norris, pelo que o australiano cumpriu a sua segunda troca de pneus na volta 43.
Piastri reentrou em pista em terceiro, sete segundos atrás de Leclerc e com uma desvantagem de 12 segundos para Norris.
A partir desse momento, Piastri tornou-se o piloto mais rápido em pista, rapidamente ultrapassando Leclerc para iniciar a perseguição ao primeiro lugar de Norris.
Piastri conseguiu mesmo anular toda a diferença que o separava do seu colega de equipa e rival na luta pelo título, tendo chegado à traseira do outro MCL39 com cerca de cinco voltas para a bandeirada de xadrez.
No entanto, mesmo com pneus mais usados do que Piastri, o líder Norris não facilitou, defendendo-se de forma exímia em todas as passagens pela Curva 1, o principal ponto de ultrapassagem no Hungaroring.
Piastri tentou uma manobra arrojada nesse ponto do circuito na penúltima volta, mas bloqueou a travagem e por pouco não colidiu com Norris.
No final, Norris cruzou a linha de meta com seis décimos de segundo de vantagem sobre Piastri, alcançando assim o seu quinto triunfo do ano e reduzindo a diferença entre ambos no campeonato.
Russell superou Leclerc na fase final da corrida e terminou no lugar mais baixo do pódio.
Para Leclerc, a segunda metade do Grande Prémio foi particularmente frustrante, uma vez que a falta de competitividade o fez cair para um solitário quarto posto.
Fernando Alonso, outro dos pilotos que parou por apenas uma vez nas boxes, fechou a corrida na mesma quinta posição que ocupou na grelha de partida.
Atrás do piloto da Aston Martin, o seu aprendiz Gabriel Bortoleto brilhou com o Sauber e conquistou um sexto lugar que representa o seu melhor resultado na Fórmula 1.
Lance Stroll também regressou aos lugares pontuáveis ao ser sétimo classificado, diante do Racing Bulls de Liam Lawson.
Max Verstappen não foi além do nono posto num fim de semana dececionante para a Red Bull, ao passo que o Mercedes de Andrea Kimi Antonelli completou os lugares pontuáveis.
Classificação do Grande Prémio da Hungria



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