Oscar Piastri considera que fez uma das melhoras corridas da sua carreira ao triunfar depois de uma “incrivelmente difícil” batalha com Charles Leclerc em Baku.
O piloto australiano, que se qualificou no segundo posto, superou Leclerc com uma manobra ousada na travagem para a Curva 1 e defendeu-se do monegasco durante cerca de 30 voltas para garantir a sua segunda vitória na Fórmula 1.
“Para mim, esta é provavelmente a melhor vitória da minha carreira”, disse Piastri. “Tentar aguentar aquela pressão durante tanto tempo foi incrivelmente difícil.”
“Na primeira volta, quando o Charles estava a afastar-se confortavelmente, pensei que íamos ficar em segundo, na melhor das hipóteses. Mesmo o Checo estava muito próximo e vi que o Carlos estava muito rápido no final do stint com os médios”
“Vi uma oportunidade ou meia oportunidade depois da paragem nas boxes e sabia que tinha de tentar aproveitá-la. Sabia que chegar à liderança seria uma coisa, mas sabia que tinha de me esforçar para tentar manter a posição, porque não me pareceu que estivéssemos a ser os mais rápidos no primeiro stint.”
“Foi um trabalho muito duro. Acho que o ar limpo ajudou bastante. Mas sim, acho que para mim foi uma das melhores corridas que fiz.”
Questionado sobre o quão importante foi conseguir ultrapassar Leclerc no início do segundo stint, Piastri respondeu: “Foi o que me fez ganhar a corrida. Tive um pouco de pena do meu engenheiro de corrida porque, basicamente, tentei fazer o mesmo no primeiro stint e estraguei completamente os meus pneus. Por isso, o meu engenheiro falou pelo rádio e disse: ‘Não vamos fazer isso outra vez’. E eu ignorei-o completamente na volta seguinte e ataquei por dentro.”
“Acho que, nessa altura, senti que tentar ficar para trás e esperar que o Charles degradasse os pneus nunca iria acontecer. Pensei que só nos ia garantir o segundo lugar.”
“Tive uma oportunidade semelhante no primeiro stint. Na segunda ou terceira volta, estava, penso eu, dentro do DRS, mas não aproveitei totalmente essa oportunidade. E cheguei ao fim da reta a pensar ‘se tivesse feito algumas coisas de forma um pouco diferente, talvez tivesse tido uma oportunidade’. Por isso, quando tive uma oportunidade semelhante depois da paragem nas boxes, tive de a aproveitar.”






