Os comissários desportivos da Federação Internacional do Automóvel condenaram a “inaceitável” invasão de pista que representou um “perigo significativo para espetadores, oficiais de corrida e pilotos” em Melbourne.
Os promotores do Grande Prémio da Austrália foram formalmente chamados aos comissários desportivos após a conclusão da caótica corrida de Albert Park.
Depois de ter ouvido as explicações dos organizadores da prova, o painel de comissários determinou que a invasão da pista nos momentos que sucederam a bandeira de xadrez representou uma violação do Artigo 12.2.1.h do Codigo Desportivo Internacional da FIA.
“Os protocolos de segurança que deviam estar em vigor no evento não foram cumpridos, o que resultou numa situação insegura para espetadores, oficiais de corrida e pilotos”, lê-se no relatório dos comissários.
Segundo o órgão que governa o desporto, “um grande grupo de espetadores conseguiu quebrar as linhas de segurança e aceder à pista enquanto a corrida ainda decorria”.
“O promotor colaborou com o relatório do delegado desportivo da FIA e do diretor de corrida e concordou que esta foi uma situação inaceitável que podia ter tido consequências desastrosas.”
Para além disso, os fãs tiveram acesso ao Haas de Nico Hulkenberg, que estava imobilizado à saída da Curva 2 e “ainda tinha as luzes vermelhas intermitentes que indicam que o carro se encontra em condições inseguras com possível descarga elétrica”.
Os comissários desportivos decidiram transmitir as suas preocupações ao Conselho Mundial de Automobilismo da FIA, que determinará se alguma ação adicional deverá ser tomada.
Em comunicado, o promotor do Grande Prémio assumiu a responsabilidade pelas falhas de segurança e revelou que levará a cabo uma “profunda revisão” aos acontecimentos deste domingo.






