Max Verstappen e Sergio Pérez negaram que o dispositivo de ajuste da altura ao solo que suscitou a atenção das equipas rivais tenha alguma vez contribuído para uma melhoria de desempenho do RB20. Os pilotos da Red Bull estão, por isso, convictos de que nada mudará em termos de prestação em pista a partir do Grande Prémio dos Estados Unidos.
Esta quinta-feira, a Red Bull confirmou que levou a cabo conversações com a Federação Internacional do Automóvel depois de várias equipas terem alertado para a existência de um dispositivo que permitia à formação de Milton Keynes ajustar a altura do fundo do carro ao solo na parte dianteira do RB20.
Embora as equipas adversárias tenham sugerido que a Red Bull poderia estar a tirar partido desse dispositivo para alterar a afinação do carro entre a qualificação e a corrida, a FIA comunicou que não possui evidências de isso alguma vez ter acontecido.
Verstappen referiu que o dispositivo era apenas utilizado pelos mecânicos nos momentos do fim de semana em que a equipa tinha autorização para alterar a afinação do carro.
“É open source, certo?”, disse Verstappen, aludindo ao facto de que o design das peças em questão ter de ser apresentado à FIA para que os concorrentes tenham conhecimento.
“Por isso, para nós, nada muda. Quando li o artigo, estava a pensar que outras equipas o faziam e depois descobri que estava relacionado com a nossa equipa. Nunca o mencionámos nem nada. Era apenas uma ferramenta mais fácil para quando as partes estão fora do carro.”
“Era para ajustar, mas assim que o carro está todo montado, não podes mexer nisso. Por isso, para nós, nada muda.”
Questionado sobre o mesmo tema, Pérez acrescentou: “Não há nada que estejamos a fazer com isso. Na verdade, nunca falámos sobre isso. Era impossível.”
“Lembro-me que, por exemplo, no ano passado, este era um evento sprint e acabámos por ficar com a altura ao solo na lua. Estava completamente fora do normal, uma vez que estávamos preocupados que algo como o que aconteceu com a Mercedes pudesse acontecer connosco.”
“Eu sabia que existia, mas não estava disponível para nós. Terá zero impacto.”






